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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Arco-iris no Jardim

Quero compartilhar outra experiencia no meu quintal. Estava aguando meu jardim – grande privilégio neste tempo no Canadá – e fiz o que faço todo dia. Aguo também o jardim de dois vizinhos. Eles a principio me olhavam com estranheza, mas agora me olham com gratidão. Somos quase amigos. Hoje terminei meu jardim e fui aguar o segundo, mas próximo a mim quando vi um lindo fenömeno visual que me fez muito feliz. A agua lançada de longe, entre uma arvore e uma casa de Jardim, naquela hora da manhã, gera um arco-iris muito lindo. Chamei-o de aliança de serviço. Enquando sirvo meus vizinhos, com meu tempo e minha água, Deus me brinda com algo que faz sentido para quem está em aliança com Ele no processo do Serviço. A foto está anexada a este texto.

Voce pode até não conseguir nomear que dons recebeu do Espírito Santo, que ministério tem, pode nunca ter usado o microfone que tem na sua comunidade, mas vou te dar dicas para ver se está caminhando como ministro de Deus: caminhe uma milha a mais. De também a túnica. Vire a outra face. Ore pelos seus inimigos. Convide para comer quem náo pode retribuir na semana seguinte. Visite as viuvas e os órfáos. Acredito que aguar a horta do vizinho, talvez devesse entrar na lista. Faça mais que dizer “Deus te abençoe”.

Aprendemos que temos que fazer coisas na igreja para termos e desenvolvermos um ministério. Isto não é de todo verdade. Nós fomos enxertados na arvore genealógica sacerdotal através de Jesus, somos ministros dele. Ele veio para servir e dar a sua vida para que outros fossem resgatados. É neste sentido que estamos entrelaçados neste ramo. Isto nos coloca em alianças. Aliança com o próprio Deus, através de recebermos Jesus como Salvador, com a Igreja Local, com a liderança, com a família e com o próprio chamado. Todos as facetas desta aliança nos abençoam pois nos coloca dentro da vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável e nos faz mais parecidos com Jesus.


Talvez deva terminar esta reflexão lembrando Eclesiastes, tão duro em suas palavras – tudo o que te vier a mão para fazer, faze-o conforme as suas forças, pois na sepultura para onde vais não existe obra, nem engenharia, nem oportunidades para fazer o que ficou para traz, somando com a exortaçao mais moderada de Paulo – seja comer, seja beber ou fazer qualquer outra coisa, faça tudo para a glória de Deus. Tenho certeza que voce vai estar vendo arco-iris ou algo similar, mesmo que não haja nuvens e chuva. 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Lição das Amoras

Este é meu primeiro verão no Canadá e é difícil falar para meu povo do calor que estamos submetidos por que falei de um frio tão intenso a dias atrás que eles acham que aqui seria inverno o tempo todo. Mas exatamente o fato de poder curtir todas as estações faz desta terra um lugar tão especial. Obviamente o Brasil tem tanta diversidade e até mais do que encontro aqui, mas agora tenho tido tempo de observar, o que não tive nos últimos anos. Pessoas que estão no contexto de vida corrida daqui também não veem o que tenho visto. A correria gera cegueira do belo, onde quer que estejamos.  Meu jardim me surpreende a cada dia. Minha primeira surpresa foi minha tulipa, primeira flor que brotou. Depois dela brotaram tantas outras que não sei os nomes, mas desde lá o jardim nunca ficou sem flor. Sem algo novo. Agora é tempo de amora.

Tenho amoras no meu jardim. Como não conhecia a planta, quase acabei com ela, pois, diga-se de passagem, não é uma planta bonita antes de frutificar. Não somos assim também? A beleza só faz sentido quando está ligado a um fruto do espírito na nossa vida. Qualquer coisa para além disso é maquiagem e aparência enganosa que acaba com o tempo. Mas de repente vejo alguém passando e colhendo alguma coisa no meu jardim. Fui checar e eram as amoras que estavam cumprindo seu papel de vir abençoar no tempo exato do projeto do nosso Jardineiro. Esta semana todos os dias teve suco de amora aqui em casa. Com banana, com leite, com cenoura, com maça. Todo dia um suco diferente. Tenho que aproveitar por que já percebi que tudo é muito rápido e se perder a hora, não comerei o melhor que a terra me proporciona.

Ontem aprendi algo especial com elas. O tempo delas esta acabando. O sol de 32 graus desta semana adianta o amadurecimento mas faz perder muitos frutos. Pensei até que já tinham acabado quando me abaixei. Debaixo das folhas existiam frutas lindas e viçosas esperando por mim. Quase me deitei na grama para descobrir as melhores. Sabe o que aprendi? Elas precisam do sol mas sabem que o sol pode mata-las. Elas respeitam o sol e não se expõem demais. Elas se dobram, se abaixam debaixo das folhas para tirar melhor proveito do calor sem comprometer sua saúde.

Eu tive também que me abaixar para encontrar os melhores frutos. Nós precisamos aprender a nos abaixar e respeitar o outro em suas características para não nos queimarmos em nossos relacionamentos.abaixar aqui significa mudar o angulo de visao, aumentar a lente, sair da zona de conforto, para não perder o melhor que o outro tem para nos oferecer. Sobretudo, temos que nos abaixar diante do Sol da Justiça. Deus, o Senhor de toda terra, pois, seu calor sustenta todas as coisas no Universo, visíveis e invisíveis, nos fazendo frutificar em tempo oportuno. Quem é uma pequena amora diante do sol? Quem somos nós diante de Deus? Que Sua vontade prevaleça. Humilhai-vos debaixo da potente mão de Deus para que Ele, em tempo oportuno vos exalte, exorta o apóstolo Tiago, e então, comeremos melhor desta terra. 

terça-feira, 31 de maio de 2016

51 – Uma Boa Idéia?

Quando eu tinha 15 anos investiram muito dinheiro em uma marca de Aguardente. Não sei se por causa do endereço da destilaria, mas o nome da Caninha era 51. E o slogan era -  Uma Boa Idéia.
Agora, cheguei aos  51 e realmente é uma boa idéia apesar dos  contratempos. Por exemplo,  nesta semana, viajamos com um casal que o moço contando uma história disse que se encontrou com um velho, um senhor assim de cinquenta e poucos anos. Lembrei de Rubem Alves narrando quando começaram a lhe dar lugar no ônibus e chama-lo de senhor.  Mas sem as metamoforses, não haveriam as borboletas não é mesmo?

Exercitei a gratidão. Dei flores para minha esposa que me suporta mais da metade dos meus 51 anos.  Enviei uma oferta de amor para a primeira missionária  da minha turma aos 15 anos. Ela se casou com um pastor e foram viver as aventuras e desventuras do ministério muito mais cedo do eu que tive coragem de pensar no assunto. Um colega de trabalho que estava com raiva (para mim) de uma situação que eu viveria no dia do meu aniversario – faria dois treinamentos que na opinião dele são perda de tempo. Expliquei para ele que aos 51 nos podemos ter mais paciencia com algumas situações que não tínhamos aos 30. É verdade que temos menos paciencia com outras.

Fui buscar outras possibilidades. No capítulo 51 de Salmos encontrei confissão de pecados e um recomeço com um coração puro cheio de alegria do Espírito Santo. É ou não uma boa idéia? Encontrei 51 de novo nas profecias de Isaias em um lindo consolo para o povo disperso que promete Alegria e contentamento, ação de graças e som de canções.(v.3b)

Aos 51 é uma boa idéia aprender novas línguas – ingles e frances. Visão nova de outras culturas. Tenho tido este privilégio aqui em Toronto,  morando  em uma vizinhança com mais de 15 nacionalidades representadas e tendo contato com eles. Esta semana que antecedem do Ramadã, minha esposa e eu tomamos cha na casa de uma Marroquina que não podia nos receber na sexta por que tinha que estar na Mesquita.Mais respeito. Mais intercessão.

Ver bem de perto, aos 51, a transição da igreja Norte-americana é especial. Uma velha igreja morrendo em seu tradicionalismo e uma nova igreja sendo gerada.  Contemporanea, mas estimulada por uma visão bíblica. Quebrada a barreira racial, esta igreja  tem diversidade cultural e várias nacionalidades – conheço vários pastores brasileiros e de outras nacionalidades dirigindo igrejas Canadenses -  parecido com os primeiros cinquenta e um dias e anos no inicio da história da igreja. A igreja é uma boa idéia e melhor modelo de renovação com o tempo.

Mas para não dizer que tudo foi perfeito na minha semana de Boa Idéia, meus (nossos) filhos estavam longe – por breve tempo, em pessoa, não no coração, como Paulo e os seu filhos em Tessalonica (1 Tes.2.17) . Paulo sabia desta sensação  e a verdade é que sentimos saudade não por que as pessoas estão longe, mas por que estão dentro de nós.


Cada escolha tem um preço e consequencias que devem ser tomadas com resiliencia e convicção de que se estamos no centro da vontade de Deus, 15 ou 51, serão sempre, Uma boa idéia.  

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Tulipa (s)

Minha esposa usou eficientes ferramentas para me por no bolso dela. Uma delas vou compartilhar agora – ela pintava Tulipas. Tulipas que nunca tinha cultivado. Passados vinte e sete anos, ainda sem cultivar fomos premiados com uma tulipa que nasceu no nosso Jardim, apenas uma e é esta que está na foto. Curtimos desde o dia que a descobrimos como se curte um presente.

Primavera no Canadá é maravilhoso por que tudo é muito lindo e muito rápido. Quem não viu o festival de Tulipas de Ottawa por exemplo,  só terá outra oportunidade daqui um ano. Mas Toronto, onde vivemos hoje,  ainda está cheia delas.  Lindas. De várias cores. Plantadas caprichosamente roxas com brancas, vermelhas com amarelas, fazem cada Jardim parecer  tela de artista. Em Montreal, vimos as mais belas no  Mount Royal,  Mas nenhuma nos encantou mais que  a que nasceu no nosso jardim.

Cuidamos como pudemos. Adubamos. Limpamos. Fotografamos etapas. Quando ela estava mais linda fomos reve-la e não encontramos. Foi roubada. Acredita? 

Ficamos  decepcionados mas não  tristes. Não era nossa, como nada é. Nós não plantamos, como na verdade não fazemos nada existir, apenas cuidamos do que Deus nos permite. Decepcionados por que fomos roubados, mas curtimos aquela Tulipa cada dia que pudemos. Passavamos  por ela e agradeciamos  a Deus cada uma das muitas vezes que saiamos e entravamos em casa.

A lição? Tudo que é tão lindo tem data marcada para ir - não por que é lindo, mas por que tudo é passageiro inclusive a amargura -, até para outras coisas lindas poderem vir e temos que perceber, valorizar e curtir cada uma delas. Vão passar com certeza, como as estações visivelmente passam aqui no Canadá. Rápido e firmemente.  Voce está curtindo as Tulipas na sua vida?  

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aos meus amigos, pais do little Justin

Justin

Então o Cara chegou. Congratulations.

Nós precisamos  falar algumas coisas importantes para voces. O Cara chegou e a vaga de menino nesta casa foi preenchida. Agora, os dois marmanjos tem que crescer, e não tem tempo a perder. Não podemos mais ser adultos mais ou menos, homem ou marido, mais ou menos, mulher ou esposa, mais ou menos, senão teremos um Justin  mais ou menos. Este menino não pode ser mais ou menos feliz, ele precisa ser feliz.

Acabou a brincadeira. Criar filho não é dificil, mas tem que ser levado a sério. Desde o primeiro dia. Filho é tudo de bom ou tudo de ruim na vida de um casal. Tudo de especial e tudo de rotineiro. Tudo de orgulho e tudo de vergonha. Depende se vamos levar a sério ou se vamos fazer mais ou menos.
Desejamos  a voces, um Justin que os de muita alegria – mas não exijam isto da criança, de primeiro 
muita alegria a ele e naturalmente isto volta para voces.

Um Justin que viva em paz com voces toda a vida – a paz é ensinada, em um ambiente de paz.
Um  Justin que seja humilde o bastante para sempre estar aprendendo – depende também se os pais dele vão decidir que o filho basta por si mesmo e a vida vai girar em torno dele apenas ou  vão  continuar aprendendo .
Um  Justin que faça diferença em sua geração, que seja mais que mais um levado pela correnteza. Isto vem de ver os pais que tenham coragem mesmo quando a situação seja amedrontadora, principalemnte coragem de continuar juntos o que começaram.

O que começou hoje, é um processo de longo prazo. Isto é perseverança. Qualquer coisa menos que vinte anos de investimento total nesta pessoinha que voces geraram, é covardia e maldade.  
Mas se vão levar a sério, descobrirao loguinho que mesmo não sendo difícil, é demais para nós. Temos que ter direção e intervenção de Deus. Filhos são herança do Senhor, diz o Salmista.  Importa colocar nossos filhos diante de Deus cada dia, pois tudo o que podemos fazer é insuficiente para dar-lhe saúde, crescimento, inteligencia, bom humor além do que citamos  acima – alegria, paz, humildade, coragem e  perseverança. Tudo isto é o minimo para ser um adulto completo e feliz. Somos mais ou menos por natureza e temos que vencer esta tendencia.

Mas voces são especiais. Justin é bem-aventurado por nascer deste relacionamento. Que o amor floresça a cada dia entre voces e a Graça de Deus se manifeste. Assim, o Baby boy cujo nome significa Justo, reto originado do nome Justus, do Novo Testamento, a mais de vinte séculos de sustentação, hoje afamado pelo nosso Primeiro Ministro, vai ser não mais ou menos, mas muito, muito feliz. E Voces, vão curtir isto muito.

Parabéns. Deus os abençoe.

Cley e Maria

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A PRIMEIRA VEZ

A gente nunca esquece,  assim diz o ditado. E nos faz lembrar tantas coisas. A primeira calça comprida, o primeiro dia na escola, o primeiro beijo – dizem que elas não esquecem o primeiro sutiã. Hoje eu tive uma nova primeira vez aos cinquenta anos - e não foi um sutiã, não se assuste. Tem algumas primeiras vezes que gostariamos que não tivesse  acontecido, não   é mesmo? que gostariamos de esquecer, mas não são dela que quero falar aqui.

Foi Inesquecivel a primeira vez que estive no centro de Toronto. Parecia um sonho. Hoje volto no mesmo lugar e fico procurando o encanto que tem na lembrança. Ainda é um lugar maravilhoso, mas me recordo de tantas outras grandes cidades que já conheci e sei que o Centro de Toronto é como elas. mas a primeira vez a gente nunca esquece.
Talvez voce não saiba mas estou em Toronto  junto com minha esposa em um tempo sabático, depois de vinte anos como pastor em uma igreja evangélica e em um consultório como psicologo, para descansar e para aprender ingles. Vamos retomar o ministério no tempo de Deus. Do Jeito dEle. No lugar que Ele determinar. Mas estamos aqui já a um ano e 3 meses felizes por que o Ingles está acontecendo. Bem mais devagar que esperávamos, mas acontecendo.  Por incrivel que pareça, no meu ano sabático  moro num lugar que não me deixa esquecer quem sou – existem na minha vizinhança pelo menos 20  paises representados. A maioria destas familias vem de cultura muçulmana.
Mas hoje, pela primeira vez pude evangelizar alguém em Ingles.  E sei que será inesquecivel. Espero que fique tão comum quanto é hoje andar no centro de Toronto, e que as oportunidades que surgirem não sejam  perdidas. Mas hoje foi a primeira vez.
Convidei o moço para minha casa, depois de um tempo que ele passou em um centro de tratamento por causa do alcool.  Minha esposa saiu para a escola e ficamos na cozinha, fazendo um café que não ficou tão bom quanto o dela, mas serviu de aquecimento. Depois de um tempo de conversa, abri a Bíblia Sagrada e pedi para ele ler João 8.32 – Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, e depois, João 3.16 – Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigenito, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
- Voce precisa ser livre meu amigo – disse a ele no meu ingles primário. Não tem tratamento para o alcolismo. Voce precisa experimentar liberdade. A verdade que liberta é o que está descrito aqui, no outro texto. Deus Ama. Deus ama o mundo. Deus ama voce.  Não precisamos morrer por causa do pecado.

Depois oramos, conversamos um pouco mais e combinamos de orar juntos toda semana. Sou grato a Deus pela oportunidade de ser instrumento na mão dEle em outra lingua. Quem sabe a primeira de outras com o mesmo objetivo. Talvez seja um sinal de que meu tempo de descanso está terminando. Deus sabe. Simplesmente esperamos nEle e descansamos em cada etapa do caminho. Desejo que voce tenha mais primeiras vezes para se lembrar com carinho que para tentar esquecer. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

MULHER, EIS AI O SEU FILHO...

Náo sei quantas vezes voce ja ouviu sobre as últimas (sete) palavras que o Senhor Jesus expressou na Cruz, pouco antes de estar consumado todo seu projeto de vida e encerra-la com a morte, (para vence-la tres dias depois). Uma Palavra na Cruz, me faz pensar,  atraido pela minha tendencia de me preocupar com a familia. “Mullher, eis ai o seu filho; filho, eis ai a sua mae”.

Ele falava com Joao, o discipulo amado e com Maria, sua mae. Penso que a importancia da familia foi evidenciada ali. Mas como? Voce pode perguntar – se seus irmaos nao estavam lá e seu pai também nao? Onde esta a família? Eu quero leva-lo a pensar exatamente nisto. Mesmo quando uma familia esta dividida, confusa, Deus se preocupa com ela e nao abre mao de que vivamos em família. Maria foi entregue a um discípulo próximo, de confiança e que sabia expressar amor. Tudo o que aquela mulher precisava entao. A igreja pode muito bem ser esta família que voce precisa. O que nao pode é estarmos sem uma familia. Sabemos que este é um elemento que nao salva ninguém, pois a Cruz, o sacrificio na Cruz foi o preço suficiente da nossa salvaçao. Mas antes e depois da Cruz, a familia está em evidencia aos olhos e Palavras de Jesus, o Criador e agora Salvador de todo o Universo .

O objetivo de Jesus sempre foi o Calvario. Pagar o preço por nossos pecados. Mas antes dela, a familia como caminho e preparaçao: um casal, irmaos, casa, responsabilidade, maturidade e Ministério propriamente dito.  Agora, do alto da Cruz,  Ele olha para aquela mulher e expressa sua preocupaçao tomando atitude para coloca-la de novo em familia.

A Familia precisa estar ao pé da Cruz. Nao apenas por isso, mas também por causa daquela mulher ali, representando-a, todos os irmaos do Senhor Jesus vieram depois e se tornaram lideres da Igreja que ja existia no coraçao de Deus. Naquela hora Senhor expressa o cuidado que temos que ter uns com os outros  e nos da o exemplo de  que as crises pessoais – nenhum ser humano viveu uma crise pessoal táo profunda quanto a dEle naquele momento - náo devem, náo podem nos impedir de cuidar dos nossos e de expressar nosso amor.


Cuida de sua familia. Voce vai estar participando do Mistério da Salvaçao. Deixe a Igreja, sua famíla cuidar de voce, este é o desejo de seu Irmáo maior, o Senhor  Jesus.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CHORAR DE ALEGRIA OU DE TRISTEZA?

Hoje eu chorei. De alegria! De lembrar a bondade de Deus para comigo e minha casa. Ouvia uma música linda e fui levado a refletir sobre minha família, em especial nossos filhos. São apenas dois. Tenho de vez em quando a sensação de que ficamos devendo outros dois filhos para esta geração e que se minha esposa e eu tivéssemos 4 filhos seria ainda melhor.

Mas eles dois nos dão muito prazer e orgulho, principalmente por que temem a Deus e andam nos seus caminhos. Mas o que trouxe lágrimas é o fato deles serem amigos. De se cuidarem. De morarem juntos e dividirem tudo, sendo modelo para seus amigos que também são em comum e que estão sempre em volta deles. De saírem juntos e não voltarem brigados (salvo de vez em quando, é claro).
Mas todo choro de alegria tem um componente de tristeza. Lembrei-me também que, tendo só um irmão (éramos dois homens e 4 mulheres), e tendo crescido juntos durante meus primeiros 17 anos, nós nos perdemos um do outro no caminho. Tive muito medo quando minha filha foi primeiro para a capital estudar e meu filho ficou conosco. Eles eram muito unidos até então – como eu e meu irmão – e ele só iria ano e meio depois.

Eu vivi a mesma coisa. Quase com a mesma idade, fui também para Belo horizonte para estudar e trabalhar e meu irmão foi um ano e meio depois. Já havíamos nos perdido. Foi neste intervalo, eu penso. De alguma forma, ele já não era da “minha turma” quando lá chegou. Não consegui inseri-lo de novo em minha vida ou ele me inserir na dele. Ficou uma lacuna na minha alma por causa disto. Ele não viu meus filhos crescerem e eu nada sei da filha que ele tem.  

Meus filhos foram mais sábios que eu e meu irmão. É a maneira de Deus curar minha alma é me mostrando o relacionamento desta nova geração. É a minha tristeza neste choro de felicidade.  Podemos inferir na contra partida que todo choro de tristeza tem um conteúdo de alegria. Por exemplo, quando choramos por que estamos longe de alguém que amamos – nossos filhos estão a 8.000 km de nós (tristeza!) é por que temos uns aos outros e isto é motivo de nos alegrarmos. Temos que brincar com nossos sentimentos, senão eles brincam conosco.

Quer seja de tristeza ou de alegria precisamos sempre expressar para Deus o que sentimos e o choro é um recurso precioso que Ele nos capacitou. Choro que não é chorado, vira doença. Palavra que não é dita dói muito. Dor que não é compartilhada mata rápido. Deus sabe tudo disto tudo, por que Jesus experimentou tudo na Cruz do Calvário por nós.

Chore com Ele, mas se puder, chore com alguém em que confie. Inclusive de alegria. Isto faz muito bem para todos nós.

sexta-feira, 20 de março de 2015

SUSTENTADO PELO CARÁTER

Um pequeno texto que muito me impactou foi citado por Ronaldo Lidório em seu livro “Liderança e Integridade” quando ele confronta caráter e reputação. Quando o li, estava no Timor Leste, na  ilha de Atauro, em visita a missionários em 2008. Nunca o esqueci. Fiz uma música em cima do texto e contexto, explanei-o diversas vezes e de muitas maneiras para a igreja local e para casais nos últimos anos.

A cada dia o que aprendemos de Deus vai amadurecendo dentro de nós, se transformando e nos transformando; mas quando o Eterno nos faz sair da teoria para a prática, esta maturidade é fenomenal. Sobre este assunto, estou me vendo em transição de um tempo em que o caráter e a reputação me sustentavam, lutando para que aquele fosse mais importante para mim que esta; por que para Deus a reputação nada vale – “Eu vejo o coração”, como confidenciou para Samuel – e o caráter é o que conta, insiste Lidório. “Reputação é o que vão falar de você diante do seu caixão”, afirma o texto, “caráter é o que os anjos dizem a seu respeito diante de Deus”.

Eu pastoreava uma importante igreja na minha cidade. Pregava para um público cativo pelo menos duas vezes por semana. Eu recebia 10 pessoas por dia em minha clínica de psicologia, influenciava diretamente muitas famílias na igreja e no trabalho. Hoje não sei quem le meus textos na internet - se leem - e tenho contato com alguns poucos  dos dois públicos que tanto influenciei. Dava aulas em seminários na melhor escola de Família do Brasil que é EIRENE. Tudo aquilo aumentava minha reputação. Tão pouco hoje – aluno de uma língua desconhecida em um país que não é meu, anônimo na multidão, com recurso para testemunhar apenas “nada nos tem faltado”, mas sem poder esbanjar - me permite/obriga ter olhos para cuidar de meu caráter e ouvidos para o Senhor, sobre Sua obra e Seus planos.

Não é por acaso que estou onde estou fazendo o que faço, junto com minha esposa. Muitos que estavam perto não entenderam o que fizemos. Alguns se frustraram inclusive, declarando com uma sensação de abandono, mas é um sentimento natural como ovelha. Se foi embora, o motivo não muda o sentimento. Importa que nossos filhos – e aqueles que tinham esta relação - que acompanharam estas mudanças junto conosco, vendo Deus nos conduzir até aqui, estão bem, e isto foi um dos sinais de Deus nos liberando para esta nova etapa. Nada perdemos, apenas deixamos para traz, “olhando para o alvo, para o premio da vocação em Cristo Jesus”.

Nosso Pai que está nos céus dirige a vida dos seus filhos, através de seu Espírito Santo que em nós habita. Sem desrespeitá-los ou obriga-los a nada, Ele está presente, assessorando, ouvindo, oferecendo um projeto. Meu tempo é de descanso e treinamento para uma nova etapa, em que mais que nunca, importa agradar a Deus, portanto, importa mais o que Ele pensa e do que Ele se agrada em detrimento de toda reputação e influencia humana; este é um aprendizado bem difícil por causa da nossa natureza caída – mas graças a Deus por Jesus Cristo!, exclama o Apóstolo Paulo.


Reputação tem a ver com ser rico ou pobre. Caráter tem a ver com ser feliz ou infeliz. Optamos pelo caráter?

domingo, 15 de março de 2015

O MUNDO É DAS MULHERES, QUE PENA ...

A única novidade sociológica nos últimos cem anos que merece registro é o crescente e irreversível papel da mulher na sociedade. De escravas do lar, padecedoras no paraíso, procriadoras e donas de casa, ao comando dos usos e costumes, foi um passo. Numa invasão bárbara, incrível e inclemente, o domínio feminino tem se imposto sobre a fragilidade masculina. Afinal, homens são imaturos, bobos e cada vez mais dispensáveis. Os mesmos trogloditas, com a testosterona correndo a mil, impulsivos, sexuais, agressivos, vivendo em confrarias, ou “turmas e galeras”, com a consciência diluída, fazem da mesa do bar – ou da pelada do fim de semana – um palco no qual falar de mulher, futebol, carro, games, sacanagens do YouTube e outras preciosidades do tipo, regadas a mentiras, contar vantagens, querer ser o “alfa”, é o objetivo maior de sua pobre existência.
Enquanto isso, as mulheres ocupam espaço, seduzem e comandam partes cada vez mais significativas da sociedade. Vale frisar que machos tendem a acomodação e preguiça, enquanto as mulheres são guerreiras obstinadas. Pequenos exemplos podem ser dados: numa aula de 40 minutos, meninas conseguem se concentrar por 30 minutos; os meninos, em média, 5 minutos. Cada vez mais elas nos superam em vestibulares, concursos e vão nos empurrando para a periferia. Seremos extintos por falta de mérito ou interesse, ou por infantilização crônica.
Sim, é verdade, elas são instáveis, hormonais, e cada vez mais queixosas. É característica delas serem verbais, “falar mais do que pobre na chuva”, querer discutir relação na hora do futebol na TV. Sim, a tal da TPM, tá virando doença, e elas se transformam na fase progesterônica, assim como são melosas no cio estrogênico, receptivas. Sei que grande parte de nós, homens, desconhece os mistérios da feminilidade. Sexo, por exemplo, exigiria um encaixe que machos predadores, rapidinhos, bêbados, jamais entenderão se não penetrareem no labirinto da alma feminina.
Para início de conversa, as mulheres pós-modernas ainda sonham com a maternidade, o casamento, na crença da família, embora ambicionem sua profissão, cuidar de seu lar e crescer no trabalho.
Vaidosas, críticas, exigentes, ainda são cobradas pela aparência, investindo tempo em salão, clínicas de estética, academia, roupas, entre outros investimentos físicos. Ser mulher é equilibrar funções pesadíssimas. Ter que ser mãe, esposa ou parceira, dona de casa, profissional, amante, sempre linda, poderosa, esteio dos pais, competidora com outras fêmeas que mordem o calcanhar. Não pode ganhar peso, ter celulite, peito caído, estria, cabelo sem pintar e unha sem fazer. E aguentar homem gordo, descuidado, tarado, molenga e exigente. Se não tiver, ir à luta para ter um homem para chamar de seu! Que bobagem! Mas como alimentar, de selfies e sorrisos, as redes sociais? Trabalhar em quatro turnos: mãe, mulher, organizadora do lar e trabalho fora. E ainda sair na noite e tomar umas e outras, numa competição boba com os homens. Ir à caça.

Pois é, não à toa que 2/3 dos transtornos depressivos e ansiosos são das mulheres. Infartam tanto quanto os homens, algo raro há algumas décadas. Dormem mal, acordam cedo, se irritam mais que os homens (hormônio é determinante), sobrecarregadas, sem vida pessoal, dedicadas que são aos seus homens, filhos, pais, trabalho e casa.

Desculpem,  mulheres, moças e meninas, mas não as invejo. Ter o mundo nas costas, ser escravas de aparência, sufocadas pelo grau de exigência própria e do mundo que as cerca, escravizadas pela exigência do belo, estético, atraente. Imagino como seria se nós, os machos decadentes, pudéssemos acolhê-las, fazer um cafuné, dividir as tarefas chatas da casa, ser parceiros no trato com os filhos, convidá-las para um day-off, um restaurante escondido, uma massagem relaxante. Mas não dá
Vocês se nivelaram por baixo, e herdaram o que temos de pior. E cá entre nós, como é difícil ser cavalheiro, companheiro, amável com as mulheres que correm com os lobos!
Se o mundo masculino não deu certo, esse feminino não dará em nada muito melhor.
Lá na frente, reaprenderemos a conjugar, compartilhar, comunicar e comungar. Afinal, somos parte de um todo, a complementação divina de um fruto.

PUBLICADO EM 15/03/15 - 03h00  (Eduardo Aquino – Jornal O Tempo)

domingo, 8 de março de 2015

TENHAM SAL EM SI MESMOS


Está terminando o inverno no Canadá e te digo: “é fria”. Vi coisas que você não viu: casas e carros cobertos pela neve depois de uma tempestade, ainda bem que  foi bem longe da região  onde estou.

Realmente a experiência inesquecível com o inverno no Canadá é a neve. Muitos lugares frios não nevam. Vê-la nas férias, fazer um boneco de neve com a família como no inverno passado, estando aqui em férias é uma coisa. Tira-la todo dia da frente da casa, do quintal e da calçada, depois de interessante é entediante. Mas não é difícil quando tira logo que cai, ou logo de manhã. Se deixar para muito depois, a história muda. 

Agora no final da temporada de neve, aprendi algo especial, lendo o texto onde Jesus exorta: “tenham sal em si mesmos” (Mc.9.50 b),  com esta experiencia. Por que se tiro logo a neve, é fácil, mas  mesmo assim, sempre fica um resíduo. Quando começa a esquentar (leia-se quando beira a 0 grau), ela vira gelo com uma camada fina e perigosa e aí, é hora de escorregar e cair. Tem que espalhar sal se você não quer cair e cair. Se outra pessoa cair no perímetro de sua casa, é sua responsabilidade.

 Parece o pecado. Vai ter sempre em nossa volta, vai nos afetar e temos que tira-lo logo. É entediante depois de um tempo por que por mais que você não queira a neve cai na sua calçada. Você limpa, mas o resíduo depende de sal. Jesus ensina muito sobre ele, mas aqui a ilustração confirma que temos que manter um sal - uma escolha, uma atitude muito firme -  senão vamos cair.  O mundo jaz no maligno. O pecado bate em nossa porta – como na conversa do Criador com Caim. Cumpre a nós domina-lo.

A neve é linda. O pecado, via de regra se apresenta assim também, mas “é fria”, A neve apenas no inverno em alguns lugares, o pecado, em todas as estações em todos os lugares.

Tenham sal em si mesmos!  

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Falar a Língua do Outro


FALAR A LINGUA DO OUTRO
Esta é uma das afirmações que mais repeti ao longo do tempo enquanto ministrava aos casais nas últimas duas décadas: "você precisa aprender a falar a língua do outro". E argumentava sempre com muita propriedade, afinal, o outro vem de outra família, outra cultura, pais tão diferentes dos nossos, isto quando tiveram contato com eles.
Nenhuma família é igual. O que para o outro parece tão exagerado, para mim esta de bom tamanho. O que para outro é muito alto, é exatamente o som que me estimula o aprendizado e por aí vai.
Mas eis que este princípio me ataca literalmente! Estou aqui no Canada e digo pra você que só agora sei o quanto este negócio é difícil. Para você ter uma ideia o título do livro que acabei de ler - e te garanto que se ele não fosse ilustrado não teria sido fácil - é: "O Natal dos três ursinhos".
A impressão que dá é que o "outro" complica tudo. Por que eles põem o adjetivo primeiro? Para que tanto "Do" antes dos verbos? Já que tem o "Do" para que o "Did"?
Mas eu não vim aqui para transformar a língua ou a cultura do outro assim como eu não me casei para adoecer minha esposa com a minha maneira de pensar como se fosse a única ou muito menos a melhor. Vou reler meu livrinho sobre "The Three Bears Christmas". Espero com isto aprender algo mais sobre meus relacionamentos.
God Blessed you!
Cleydemir

 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

SOLIDÃO

SOLIDÃO
“Quem se isola busca interesses egoístas e se rebela contra a sensatez” (Pv.18.1 NVI)
Foi a primeira pessoa que conheci no Canadá. Não posso dizer que o conheci realmente pois não falo sua língua (ainda) e com muito dificuldade trocamos algumas frases. Afinal, comunicação é mais que palavras. Você não acredita que eu vim sozinho trazendo uma Romena – sexagenária, primeira vez no Brasil, ilustre senhora muito amável, sogra do missionário Valtemir - do aeroporto de Confins até Ipatinga e o silencio não teve chance entre nós? Nada sei muito do que ela falou e vice-versa, mas nos comunicamos. Tive dela uma ótima impressão e acredito que ela de mim.

Mas o meu novo “amigo” é uma pessoa solitária. Não é Canadense mas é de um país também de primeiro mundo. Aos 67 anos mora em uma casa de estranhos em um quarto alugado. Não fica muito tempo em uma mesma locação por que não consegue se relacionar bem sendo convidado a se retirar, posição que ocupa neste momento. Fica no quarto toda a semana e sai de casa a cada 15 dias para ir ao supermercado. Neste intervalo é que pude vê-lo algumas vezes. Desce a cada dois dias do quarto e vai a cozinha da casa onde mora, prepara alguma coisa que as pessoas da casa não conhecem e volta para o quarto. Tem três filhos mas passou sozinho o natal e o ano novo.

Qual o problema disto? Eu não vi nenhum por que nos países ricos idosos morarem sozinhos é comum mas o texto sagrado, no livro atribuído a um  dos homens mais sábios de todos os tempos acha que sim. A psicologia também. Uma das características mais importantes de um diagnóstico de doença emocional é a incapacidade e mínima intenção de uma pessoa se relacionar.

Olhando para o texto como base, acredito que este processo não acontece da noite para o dia. No princípio, antes da solidão se instalar, esta pessoa buscou interesses egoístas. Tomou decisão que não validou cônjuge, não considerou os filhos como pessoas importantes, não foi grato com os parentes como se precisasse de ninguém. Mas são eles que nos amparam na necessidade e nos sinalizam caminhos menos solitários.

Outra dica do texto fala sobre a maior das rebeliões. A rebelião é contra a sensatez. Ela se manifesta na falta de humildade e na sensação que é melhor do que o outro. Ela se manifesta na indisposição de pagar um preço por uma amizade e companhia pois elas  tem cotação altíssima. O preço justo de investimento, cuidado, respeito e atenção com os que amamos não pode ser pago a prestação. Tem que ser a vista e em espécie. Não pague mais caro mas não tente fazer liquidação de bens tão valiosos e raros. Submeta-se por que vale a pena.


Se ele aprender português e ler o meu texto, vai saber que me preocupo com ele. Desejo-lhe saúde, em qualquer lugar do mundo em que estiver, a voce também!
!

sábado, 3 de janeiro de 2015

TRANSIÇÃO – ÚLTIMO CAPÍTULO

O melhor e mais divertido filme sobre este assunto é A VIDA SECRETA DOS BEBES, em que o diretor imagina os seres humanos antes dos 2 anos de idade, como tendo todo o conhecimento do universo mas sem poder comunica-lo verbalmente com os adultos por que a única coisa que não sabem é falar. A transição entre não falar e falar é tenso, por que eles desejam se comunicar com os pais que os amam, mas não querem perder aquele potencial de conhecimento e intimidade que eles tem entre si. Além disto eles tem um inimigo. Querem roubar o segredo do conhecimento infinito que está ligado a unidade deles.


O filme é divertido mas a transição não. Ela é uma quebra de paradigmas. Aliás o primeiro livro que li junto com a igreja a 12 anos atrás chama QUEBRANDO PARADIGMAS, do pastor Ed Rene Kivitz  que aponta a nossa dificuldade com as mudanças naturais que Deus quer realizar no Seu Reino. Uma das mais saudáveis mudanças na vida da igreja é a sucessão pastoral.  Tem coisa que só vai fazer através de outro pastor e é importante que seja feito. Findando este processo que é muito doloroso, sei que será benção para a igreja. Pensando no filme, criamos coragem mudar para outra fase. Não tem época mais linda que a primeira infância. Mas lá somos inocentes demais. Agora não somos mais inocentes (demais), mas temos que manter-nos puros. (Mt.5.8). Não tem época de mais crescimento que a infância, mas lá tínhamos que comer papinha. Crescendo o alimento é mais sólido (Hb.5.12-14); lembrando que no contexto de igreja sempre haverá crianças e sempre tem que ter quem cuide delas e saiba preparar leite gostoso.

Mas em uma transição se dependermos de Deus, como tentamos fazer juntos, olharemos para trás sempre com orgulho, lembrando das lições que recebemos e para o futuro com a convicção de que “quem começou a boa obra é fiel para completá-la” (Fl.1.6) em sua igreja. E assim viveremos, um dia de cada vez, no exercício de nosso sacerdócio universal, cada crente um ministro do Deus vivo; celebrando cada dia, com temor diante do Deus Eterno; como o sal da terra -  temperando os ambientes em que vivemos - certos de que Ele cuida de nós.

Nossa gratidão a Deus e à PIBANI - Primeira Igreja Batista Nacional de Ipatinga -  por estes doze anos de caminhada juntos. Nosso orgulho por termos crescido e já não sermos mais bebes. Nossa oração para que tenham um tempo novo, em uma fase nova da vida, pois há muito mais em Deus para vocês.

Com carinho,

 Cleydemir  e Socorro


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

MELHOR O NATAL OU O ANO NOVO?

HORA DE DEUS – MELHOR O NATAL OU O ANO NOVO?

quase já terminou o ano e estamos a poucas horas do Natal. Alguém sabiamente elogiou quem dividiu o tempo dizendo:

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”

Anos,  meses, dias, horas, segundos, realmente facilita para encarar a vida. Definir etapas sem esta possibilidade é difícil, a não ser para o Criador que sabe exatamente a hora de tudo pois disse:
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”.
Gálatas 4:4-6

Há 12 anos estou com a mesma turma, juntos a cada natal,  celebrando a sabedoria de Deus, anunciando que este tempo de plenitude ainda é presente, ainda é possível, ainda é para você e para mim. Ele nasceu na hora exata, nem antes nem depois. Ele não industrializou a esperança ele gerou em si mesmo a nossa vida com Deus por que os pontos nós já havíamos entregado quando pecamos. O tempo que se passa sem objetivo é tempo perdido. Na realidade o milagre da renovação que o poeta sugere não acontece no Ano Novo. Acontece no Natal. Acontece com a nossa entrada neste tempo de plenitude inaugurada em Jesus.

Me confunde se o portal para este tempo é a gruta/estábulo de Belém, onde o Menino Deus repousou ou a Cruz - uma marca que aponta para o céu enquanto outras duas hastes na horizontal, como um braço aberto para o novo tempo  - Que apontam  para o mesmo personagem. Enquanto te escrevo acabou a dúvida: nem a gruta nem a Cruz mas A pessoa  que os ocupou por uma pequena fatia de tempo. Tão pouco tempo na estrebaria, tão pouco tempo na Cruz, falam de tão grande humilhação pois era o próprio Deus despindo-se de sua glória e Majestade para “tabernacular” conosco.


Hoje é tempo de começar seu tempo de plenitude. Ainda há tempo e ainda há esperança. Neste mundo tão perverso e mau, nada muda a Graça de Deus. Que os próximos, até que Ele venha, estejamos em plenitude diante dEle.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

FIDELIDADE NA MEDIDA

“Mas não nos gloriamos além da medida...” (2 Cor. 10.13 a)

Deus me permitiu um sonho de quando me casei: conhecer Manaus. Na época não o realizamos por falta de dinheiro – estivemos no Pará e não pudemos chegar lá. Vinte e cinco anos depois, vimos o outro lado da floresta amazônica, onde a crise de água é sempre por excesso. Uma coisa especial para quem vive nas águas é lidar com os limites. Saber os limites que ela vai chegar na época da chuva e saber o quanto ela vai baixar na seca. É uma face de fidelidade. Viver respeitando o limite, conhecendo o limite, respeitando a força, usufruindo das possibilidades.

Na nossa vida espiritual temos uma “medida em Cristo”. Um limite de influencia que Paulo nos esclarece. Aponta para a Fidelidade a Deus. Neste caso, quer dizer: “minhas afeições estão reservadas somente para Ele e que meus olhos estão sobre Ele como única fonte de minha salvação e ajuda. Mas também quer dizer mais uma coisa para mim: Fidelidade a Deus que dizer que nunca violarei a Medida de Cristo”  (Bob Sorge – O  resgate da Cultura da Lealdade)
O autor afirma que Cristo tem uma medida – como as águas do Rio Amazonas que só existe por que dois rios se juntam: o Rio negro e o Solimões e no encontro das águas, por 12 km no barco, pudemos ver as duas águas, duas cores, duas temperaturas, duas velocidades, dois universos se juntando ali, formando a grande força e medida do rio Amazonas que vai triunfando até o mar.

Dois aspectos importantes dentro da medida de Jesus: o primeiro é a sua glória. A humanidade será redimida “para o louvor da sua gloria" (Ef.1.12). ninguém pode posar de bonito neste drama, por que no fim tudo é de Jesus Cristo. O segundo aspecto é que dentro da medida de Cristo está a afeição de sua noiva. “aquele que tem a Noiva é o Noivo”, declara João Batista (Jo 3.29) em uma parábola onde Cristo é o Noivo, a igreja é a Noiva e a liderança (pastores, pregadores, etc) são amigos do noivo.

A tentação para a noiva, é colocar os olhos no amigo. Os amigos fiéis, sempre resistirão à tentação de flertar com a Noiva, pois não serão mais amigos de Jesus mas concorrentes. Maior medida será dada ao amigo verdadeiro que em sua conduta não infringe a medida de Cristo, Sua glória e Seu lugar diante da Igreja. Ele mesmo recompensará. Como o Rio Amazonas que da água, vida, alimento, a quem respeita seus limites e o trata com admiração e confiança!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O CASAMENTO E OS ABSURDOS DA VIDA.

“O cordão de três dobras não se quebra com facilidade...” (Ec. 4.12b)

Incrível esta expressão otimista vir de um texto tão pessimista como o livro de Eclesiastes. Ele não fala especificamente do casamento mas tem nele um princípio que nos fará bem sucedidos em todas as empreitadas da vida, por que nenhuma delas Deus nos chamou para realizarmos sozinhos. “Não é bom que o homem esteja só”, é uma declaração de Deus para si mesmo, não apenas em relação ao casamento mas a condição humana.

O contexto nos mostra uma insensatez estúpida - outras versões chamam de vaidade: “havia um homem totalmente solitário que... seus olhos não satisfaziam com sua riqueza.  Ele sequer perguntava: para quem eu estou trabalhando tanto?” (8) Ele não era solteiro, era solitário!

“É melhor ter companhia do que estar sozinho” (9), porquê?

1. “Maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas”. Esta resposta do sábio aponta para nossa busca de realização. Salário, lucro, construção, reconhecimento. Dois salários é melhor do que um. Mas temos que ver qual é o melhor salário...

2. "Se um cair, o outra ajuda a levantar” (10), aponta nossa fragilidade. Somos débeis, não damos conta sozinhos. A queda é inevitável quando caminhamos só, principalmente se você é casado.  Lembra quando acorda com a perna dormente?

3. "Se dormirem juntos vão manter-se aquecidos!” (11). O texto me lembra duas coisas importantes: lazer e intimidade. Mas lembra também o pobre.

4. "Um homem sozinho pode ser vencido ”(12) nos lembra que temos inimigos. Os dois mais importantes: o diabo e depois nós mesmos.

Depois ele faz a fantástica declaração: “O cordão de três dobras não se rompe com facilidade”. Mesmo sendo dois, podemos não nos aquecer, perder uma briga, cair e não ter força para levantar, ter mês sobrando no final do salário. Então ele traz a expressão mais otimista! Temos o recurso! A terceira dobra! O que nos faz quase invencíveis!

Neste contexto Jairo e sua esposa, (Lc.8) foram até a terceira dobra e a filhinha foi curada. Imaginem Noé e sua Esposa, sem a terceira dobra? Teriam perecido com aquele mundo imundo que Deus destruiu.  Os pais de sansão, não seriam os pais de Sansão se não recorressem à terceira dobra, e não suportariam os problemas que o filho lhes trouxe depois, não fosse a Terceira dobra e poderia citar tantos outros exemplos.


Mas tem vez que temos que sozinhos ao Senhor, a Terceira dobra do cordão. Paralelo à história de Jairo, uma mulher veio sozinha. Tocou em Jesus. Trouxe a existência coisas que seu marido não podia lhe dar. Há virtudes que só vem de Deus, então não espere de seu marido ou de sua esposa. O quesito melhor do que estar em companheirismo e cooperação que o autor sugere neste capítulo só é superado quando ele fala de Temer ao Senhor, no final do livro. Não temer o Senhor é uma estupidez insensata e tentar viver só é uma insensatez estúpida. Sejam fortes. Elogiem-se um ao outro, aqueçam-se um ao outro, enriqueçam-se um ao outro. Fortaleçam-se um ao outro buscando pessoalmente virtudes em Jesus. Temam ao Senhor como casal, mas busquem em separado, fazendo cada um a sua reserva de força espiritual. Sendo assim, serão invencíveis, Serão felizes, e isto, no presente século é um absurdo. Deus os abençoe!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DEUS, ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO!

“Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!” Sl.90.17

Pensava nesta turma que se forma, a partir de Nilmara e vejo entusiasmo e superação e vislumbro um futuro brilhante. Eu busco o futuro no passado que também é presente e futuro, pois olho para a eternidade: Deus o grande Engenheiro. A princípio ele não era um Engenheiro de produção, mas de execução, e por falta de mão de obra especializada ele mesmo realizou o projeto que idealizou.  “Todos os homens temerão, proclamarão as obras de Deus, refletindo no que ele fez”.Sl. 64.9

“No principio Criou Deus os céus e a terra; e a terra era sem forma e vazia”. (Gn.1) Pronto a base está definida! A partir daí,  a criatividade me faz ver suas especializações em mecânica, hidráulica e física quântica, multiplicando detalhes que fazem toda a máquina do universo funcionar, ligando oceanos, um processo de irrigação fantástico, com uma pitada de arquitetura e urbanismo que teríamos que unir de novo o CREA e a o CAU para dar um mínimo de  suporte para obra tão especial. Mas neste tempo, ainda não havia engenharia de produção.
Até que, mais que projeto, ele gerou o homem, a sua imagem e semelhança. Agora sim, outros engenheiros, construtores  em tantas especialidades de mão de obra é possível e Deus se torna então, seu grande sonho -  Engenheiro de Produção - e de seu lugar de gerente de produção ele investe para que o homem siga criando! A multiplicação da espécie, foi o primeiro grande gerenciamento de recursos humanos, compartilhando com o homem a administração do Jardim e definindo funções e organizando escala de trabalho entre homem, mulher e até os animais irracionais, com vistas ao treinamento  aos futuros engenheiros! Estabelecendo e fiscalizando padrões de qualidade.

Ele não é o engenheiro que termina o projeto e some do mercado, mas treina, acompanha, fiscaliza o produto e assume a responsabilidade junto com seus co-construtores! E estes não entenderam o projeto. Perderam a qualidade, pecaram, (Rm. 3.23) jogaram fora toda a estrutura desperdiçando tudo.
Mas Deus, o primeiro Engenheiro de produção não abandonou o navio. Já havia se preparado em antecipar problemas e encontrar soluções. (Gn.3.15) Avaliou custos, prazos e instalações na possibilidade da execução do trabalho de redenção da sua criação; parte do trabalho já está feito, mas há  detalhes em processo, sob supervisão dele. No prazo certo, (Gl.4.4) enviou seu Filho Jesus, MBA em reciclagem, gestão de pessoas -não de pessoal - e começou tudo de novo. Sem descartar ninguém, sem jogar nada fora, sem forçar a barra. “Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior”.Pv..22.29


Jesus veio a terra, treinou novos engenheiros de produção para continuarem sua obra. Não dá para fazer nada de bom fora do projeto dele e eu desejo que cada um de vocês realizem sua vida pessoal, sua vida profissional, sua vida espiritual a partir da grande obra de Deus, que passa pela profissão de vocês.  Desejo que orem como o salmista:  “Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!” Sl.90.17

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A PROPOSTA

“...Eu serei o seu Deus” (Gn. 17.8c)

Noutro dia revi a parábola do pequeno peixe que volta para anunciar aos outros o mundo maravilhoso que conheceu no rio e no mar, através do pequeno ralo que encontrou no fundo do aquário. Os peixes teriam que passar por uma transformação, diminuir o peso e o tamanho para caber no ralo por onde passou, estreito e apertado. Muitos peixes confiaram nele, mas a maioria não queria mudança - mataram o peixinho! Sua história continua sendo contada - muitos não acreditam - alguns creem, se submetem e vão experimentar uma nova vida e abundante, por isso se diz que o peixinho nunca morreu!

Lembrou-me o Senhor Jesus, sua morte e ressurreição, a história que contamos como testemunhas dele. Nossa parte, é crer. Por crer, vamos ver e fazer muitas mudanças em nossas vidas, mas por fé. Não é nossa mudança que nos levará a uma situação diferente, mas a nossa fé. E não é apenas por que cremos, mas por que cremos naquele que veio de lá, e no que ele falou, e na esperança que ele implantou em nossos corações.  

Muito antes de enviar Jesus o Senhor apareceu a Abraão e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-poderoso. Anda segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você”.  Deus faz uma proposta de aliança e uma promessa maravilhosa! Da minha parte, esta é minha aliança com você”(v.4): um Nome novo, serei Deus para voce e seus incontáveis descendentes, darei uma terra chamada Canaã,  um filho do seu ventre, vou abençoar e amaldiçoar, quem abençoar ou amaldiçoar você e os  cressem como você nesta aliança. O Senhor queria especificamente “ser o Seu Deus e o Deus de sua descendência”.(7)

O que Deus nos pede hoje também é muito simples e muito parecido com a história do peixinho e mais parecida ainda com a história de Abraão. Ele quer de nós, Um coração circundado, Uma atitude de comprometimento. Ele não muda. Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente. (Hb. 13). Sua palavra não volta atrás. Quem nele crer, conhecerá seus princípios para sair do aquário sujo e monótono e experimentar novidade de vida.


 “Ande na minha vontade e seja íntegro”. Ao ouvir a voz de Deus, “Abrão, prostrou-se rosto em terra”(3)  e adorou ao Senhor. Adoração implica em crer e aceitar a Aliança. Como os Peixinhos, como Abrão, o convite está feito! A aliança é Jesus, o caminho estreito que leva a vida eterna é Jesus. Vamos nos prostrar e adorar também? 

Espaço de reflexão psicoteológica, visando a saúde dos relacionamentos e o fortalecimento da família!