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segunda-feira, 12 de maio de 2014

O PODER DE UMA TRANSIÇÃO PRUDENTE

O livro de Juízes nos mostra muitos líderes e nenhum deles conectado com o anterior. Mal sinal.  Nos lembra o inicio de tudo quando Josué que vem  de uma poderosa transição da liderança da nação recebida das mãos de Moisés, agora, vai cuidar de sua velhice e deixa o povo de Israel nas mãos de ninguém especificamente. Nas mãos de todo mundo equivale a nas mãos de ninguém e anos depois, cada um fazia o que achava certo, não por que não tinha um rei, mas por ter um líder. Josué não cuidou da liderança depois dele, mesmo que tenha cumprido seu papel de conquistar a terra como lhe foi delegado pelo Senhor.

Por isso, em vez de uma nação forte, encontramos eventuais líderes fortes. Parecem histórias de super-heróis – falava a reflexão que li noutro dia – Débora, Baraque, Gideão, Sansão...
Mas encontramos também entre os libertadores sem discipulado, o jovem OTONIEL. (Jz.3.7-11) Narrativa simples, sem drama, nem exibição de bravura. O que importa nesta história é o que Deus fez através de Otoniel.

“O Senhor lhes suscitou um libertador” (9), “veio sobre ele o Espírito do Senhor” (10), “O Senhor entregou na sua mão a Cuchã-Rizataim, rei da Mesopotâmia (10). Estes relatos nos fazem enxergar o que é mais importante:  AS AÇÕES DE DEUS EM NOSSA VIDA. As histórias interessantes, as pessoas fascinantes podem ofuscar o que é importante. Temos a tendência a nos concentrar nisto e nem perceber o que Deus está fazendo.

Me lembro da primeira vez que fui líder de jovem na igreja: via a necessidade, me dispus para a obra de Deus mas queria esperar mais uns anos para ter experiência, me aprimorar. Deus me “obrigou” a assumir naquele ano, e por depender mais dEle, talvez tenha sido o ano mais frutífero. Estava olhando a coisa errada. Deus usa pessoas comuns para sua obra extraordinária. Se a luz dEle, o poder dEle, o amor dEle fluírem de nós, as pessoas vão ver as boas obras dEle em nós e vão glorificar o Pai dEle (e nosso) que está nos céus. Este foi o desejo de Jesus. (Mt. 5.16)

Mas Otoniel também não conduziu, não discipulou alguém especificamente para ser Juiz depois dele e o povo voltou a fazer o que parecia mal aos olhos do Senhor e novo juiz sem treinamento, sem visão teve que ser levantado; assim perde-se muito tempo e o inimigo se aproveita Não era para ser como foi. Nossa vida de constante mudança precisa da direção de Deus para novas etapas. Vamos experimentar sempre do poder de Deus, mas também da direção do Alto, para cada novo ciclo da vida; para que antes durante e depois de cada etapa seja TUDO DE DEUS!

FAMÍLIA COM BASE NA CRUZ

Cruz é lugar de dor e lágrima. Família é lugar de alegria e sorriso. Cruz é lugar de morte. Família lugar de nascimento e crescimento. Mas se cruz é a senha para o túmulo vazio e para a vitória contra o pecado, a família que não passar pela cruz, não experimentará o potencial de Deus. A dor que existe no mundo que jaz no maligno, só o amor de uma família com base na Cruz, pode curar. As lágrimas que vem das aflições naturais da vida, só numa família com base na Cruz haverá consolo. Sendo a morte inevitável, só uma família que sabe da Cruz, vai sobreviver por que sabe que a Ressurreição é uma verdade!

O que é então uma família com base na Cruz? Imaginei um acróstico, enquanto conversava com um casal nestes dias e desta conversa veio a dica:

C- CONVICÇÃO – A família baseada na Cruz, tem convicção de ser uma linda Ideia de Deus. Com I maiúsculo. Apesar de toda tentativa do inferno para provar que família é uma instituição falida todos os que tiverem convicção da vontade de Deus terão famílias que valem a pena. Jesus tinha convicção que a Cruz era o caminho para nossa salvação, apesar da dor que sofreria; e começou tudo através de uma Família.
R – RESPEITO – a maneira como Jesus respeitou seus pais enquanto esteve no convívio deles,  respeitou as pessoas com quem conviveu, suas limitações e peculiaridades, esperando o melhor momento para apontar a vontade de Deus, é dica para nós. Hoje perdemos o respeito mútuo e sem isto, não seremos família. Muitas lágrimas choradas por respeito, apesar das injustiças, serão recompensadas pelo Senhor.
U – UNIDADE – a Unidade tem um preço. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta! Ele se submete. “Quão bom e agradável é vivermos em união”, mas não é fácil. Muitas vezes a morte simbólica tem que acontecer para que a unidade prevaleça. Nosso ponto de vista (orgulho), tem que morrer. Um sonho pessoal tem que morrer para sonharmos juntos. Nosso ritmo, para dançarmos juntos. Jesus orou para sermos conhecidos pela unidade!
Z – ZELO – o zelo é o elemento que mantém vivos a convicção, o respeito e a unidade.  Vamos pedir a Jesus que nos batize no zelo que o consumia pelo santuário! Nossa família é um santuário onde nós precisamos com Zelo erigir um altar diário ao Senhor. 

O que falta para você estar em uma FAMÍLIA COM BASE NA CRUZ?  Desejo a você Tudo de Deus para a sua casa!


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

INCONFORMADO COM PODER DA MORTE

Participei nesta semana, direta e indiretamente, de cinco despedidas - meu coração não suporta. Cinco velórios! - meu equilíbrio já  não dá conta.  Cinco mortes - minha esperança está enfraquecida.  cinco dores e lamentos que ainda vão durar  – o consolo que tenho a oferecer se manifesta a cada evento mais insignificante, na proporção inversa da idade dos que se foram. Estou inconformado.

Não pelo limite do meu coração ou equilíbrio. Não pela insignificância declarada do que podemos oferecer a uma família enlutada principalmente de uma pessoa bem jovem, mas diante do poder que a morte tem.  Rouba nossos sonhos, encerra projetos, cria da noite para o dia, órfãos, viúvos,  desesperançados e vazios imensuráveis. Ela é fruto do presente século - que simboliza o pecado. Não podemos nos conformar. Por mais que tenhamos fé e esperança, não nos conformamos com o que o pecado fez com a humanidade.

Mesmo que Deus tenha se antecipado à morte no Egito e ordenado a morte do Cordeiro que  mostrou  ao seu povo o caminho da vida, a morte passou por lá. Mesmo que o Menino Jesus tenha sido tirado de Belém quando os pais foram prevenidos pelo anjo do ímpeto de inveja e egoísmo do Rei Herodes, a morte passou por lá e foram mortas todas as crianças abaixo de 2 anos. Não podemos nos conformar! Mesmo que Shindler, e outros heróis da segunda guerra  tenham salvado  muitos Judeus, milhões deles foram mortos. Mesmo que algumas ONG´s cristãs estejam comprando pessoas que são traficadas como objetos sexuais e/ou para doação não voluntária de órgãos, inclusive crianças, milhões estão sendo negociadas! Precisamos nos inconformar!


Mas, “quero trazer à memória aquilo que me traz esperança”(Lm.3.21). Se vivemos somos do Senhor e se morremos também somos dele. A morte não é dona de nada e tem poder nenhum. Ela é simples consequência do pecado (Tg.1.15). Jesus nos deu o antídoto contra o pecado e por isso Ele disse: “aquele que crê em mim ainda que morra viverá; e quem vive e crê em mim não morrerá eternamente”. (Jo.11.25.26). Se vencemos o pecado a morte perde a importância. Vencemos o pecado, passando o sangue do Cordeiro em nosso coração, e se assim o fizemos, o morrer é lucro e o viver é Cristo (Fl.1.21). Todo poder pertence a Jesus! Mas em Cristo, vivemos inconformados (Rm.12.2) com aqueles que morrem sem salvação e vivem sem propósito, para viver ou morrer.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

REPUTAÇÃO E CARÁTER

“As circunstâncias nas quais você vive determinam sua reputação.
A verdade na qual você crê determina o seu caráter.
Reputação é o que pensam a seu respeito.
Caráter é o quem você é.
Reputação é sua fotografia.
Caráter é a sua face.
A reputação fará de você rico ou pobre.
O caráter fará de você, feliz ou infeliz.
Reputação é o que os homens dizem a seu respeito no dia do seu funeral.
Caráter é o que os anjos falam de você perante o trono de Deus”.

Willian Hersey Davis

Citado por Ronaldo Lidório em 
“LIDERANÇA E INTEGRIDADE”
 da Editora Betânia.

DIREITO À MUDANÇA

Depois de um tempo sem postar nada, por vários motivos pessoais, quero hoje compartilhar um texto antigo, que me dá direito de nova atitude frente a vida, inclusive o nosso espaço no blog.
É seu direito também. Usufrua!
Cleydemir

DIREITO A MUDANÇA

Não tenho, dentro de mim, um núcleo pequeno e duro, uma estátua completamente forçada, real e autêntica, permanente e fixa:
Ser pessoa implica num processo dinâmico. Em outras palavras, se você me conheceu ontem, por favor, não vá pensar que é a mesma pessoa que está encontrando hoje. Experimentei a vida, encontrei mais coisas nas pessoas que amo, sofri e supliquei, e estou diferente.
Por favor não atribua um “valor médio”, fixo e irrevogável por que estou atento o tempo todo, aproveitando cada oportunidade de meu dia-a-dia. Aproxime-se de mim, então, com um SS entido de quem se pergunta a meu respeito. Estude meu rosto, mãos e voz, procurando sinais de mudança:

Pois é certo que mudei!
(autor desconhecido)



“aquele que está em Cristo é nova criatura. As coisas velhas já passaram e eis que tudo se faz novo”. “As misericórdias do Senhor  são novas a cada manhã”.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

VOTOS PELA CENTRALIDADE DE DEUS


(Gn.35.2-6)
Voto. Palavra muito mal usada entre nós evangélicos hoje e o que deveria ser para crescimento do seu povo é muitas vezes instrumento de manipulação. “O voto não muda Deus”, disse a missionária Dunalva  - citando A.W. Tozer  no livro Cinco Votos para obter Poder Espiritual  onde tiramos os itens abaixo – “mas nos aproxima de Deus”.
Olhando para o Patriarca Jacó no texto citado, depois de mais um fracasso de sua família – sua filha fora desrespeitada pelo namorado que não devia ter arranjado e seus irmãos a vingam matando o rapaz e todos os homens da sua tribo - ele decide fazer votos a Deus, repensar os votos que havia feito e tomar atitudes sobre a sua relação com o Senhor.
A primeira atitude que leva seu povo a assumir é sobre a idolatria: (2b)“livrem-se dos deuses estrangeiros” – eles não eram idólatras, mas tinham deuses escondidos na mala. O seu deus vai definir a sua conduta.  O primeiro voto que queremos fazer juntos é: TRATE SERIAMENTE O PECADO. Por não o tratarem seriamente, eles estavam de novo na idolatria, na prostituição e na vingança.
A segunda coisa que ele faz é sair daquele lugar. Não lhe pertencia. “Vamos  subir a Betel” que significa casa de Deus. Vamos subir ao Centro da Vontade de Deus, onde há Luz! Quando ele sai daquele lugar de derrota, nos sugere o segundo voto: NÃO SEJA DONO DE COISA ALGUMA.
Jacó medita seriamente sobre a atitude de seus filhos agindo com vingança sem dar a Deus oportunidade de lutar por eles. (34.30) o terceiro voto então é NUNCA SE DEFENDA.
O outro voto importante para a vida do Cristão tem a ver com a língua: NUNCA PASSE ADIANTE.  O que aconteceu deve ficar no passado. O que houve na vida do outro deve ser resolvido pelo outro e não podemos ser propagadores do mal. Jacó fala disto de novo apenas no seu inventário, antes de morrer.
Por último aprendemos com esta história a necessidade de um último voto: NUNCA ACEITE QUALQUER GLÓRIA.  Pelos anos de peregrinação e retorno, de perseguição e vitória, de pecados e perdão, Jacó deu glória a Deus! “Neste lugar construiu um altar e lhe deu o nome de El Betel  por que ali Deus havia se revelado a ele quando fugia de seu irmão” (7)  
Estes votos são os que a igreja precisa fazer. As famílias devem se comprometer e cada crente precisa levar a sério, para que CRISTO NO CENTRO seja verdade. Deus cuidou daquela família e através deles realizou uma grande obra. Seja assim também conosco.

PÁSCOA SEM SANGUE


A professora tinha em seu planejamento, falar sobre a páscoa. Então, como uma cristã consciente, foi em busca de gravuras de cordeiro e pães asmos. Foi gravemente advertida: é para falar da páscoa, não de cordeiro. Então ela foi para a cruz e a ressurreição.  Também foi admoestada. Dá para imaginar o que ela tinha que fazer?
Que desafio! Falar do texto fora do contexto. Falar da coisa sem citar nada dela e de preferência entregando alguns chocolates no final.  Em forma de ovos, que vem de coelhos (?).
“Algumas pessoas que usam palavras fora de contexto querem apenas chamar a atenção ou vencer uma discussão. Mas outras são mais sinistras. Elas distorcem a verdade para obter poder sobre os outros. Colocam em perigo não apenas vidas, mas também almas”. Mas quando a questão é alguma doutrina bíblica, sinistro é a palavra ideal. É o que fizeram com a páscoa. Fale da páscoa mas por favor, não fale do cordeiro – é covardia falar de matar o bichinho  -  as crianças não vão entender isto, argumentam.
Mas não tem como evitar. A não ser que você queira ser enganado e enganar seus filhos, a páscoa tem  “Cordeiro sem defeito” que é morto para que pecadores não sejam mortos. Tem sangue derramado para limpar os pecados. Tem  escolha para fazer: ou acreditamos que o sangue do cordeiro nos livra da ação do Anjo da Morte que vem por causa de nosso pecado, ou pagamos para ver. Vivemos sem o sangue aspergido em nosso coração e aguardamos.
Nesta época em  que a verdade é relativa e o presente século acredita que “se há eternidade, Deus não vai deixar seus filhos de fora, principalmente em um lugar ruim como deve ser o inferno – se é que ele existe” faz sentido a páscoa ser de coelhinho e ovinhos de chocolate. Sem sangue nem fé; arrependimento nem pensar.  Acreditaremos na verdade da cruz e no projeto de Deus ou vamos ficar enganado e sendo enganados, dando lucro para as empresas de chocolate e pagando para ver se há céu e inferno ou se é invenção de religiosos retrógrados.
Mas a mensagem da cruz dentro do contexto bíblico tem sangue. Cordeiro. Fé. Escolha. Morte. Mas graças a Deus tem ressurreição, vitoria sobre o pecado, libertação, alegria, cura, vida eterna. Esta é a verdade de Deus centrada em Cristo Jesus. Ele é o cordeiro de Deus. O sangue continua funcionando para nos os que cremos. Se confessarmos nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça! Desejo que cada Cristão creia e divulgue a páscoa com a alegria dos que sabem: Ele não está mais no túmulo. Ele ressuscitou! 

Espaço de reflexão psicoteológica, visando a saúde dos relacionamentos e o fortalecimento da família!