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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Aos meus amigos, pais do little Justin

Justin

Então o Cara chegou. Congratulations.

Nós precisamos  falar algumas coisas importantes para voces. O Cara chegou e a vaga de menino nesta casa foi preenchida. Agora, os dois marmanjos tem que crescer, e não tem tempo a perder. Não podemos mais ser adultos mais ou menos, homem ou marido, mais ou menos, mulher ou esposa, mais ou menos, senão teremos um Justin  mais ou menos. Este menino não pode ser mais ou menos feliz, ele precisa ser feliz.

Acabou a brincadeira. Criar filho não é dificil, mas tem que ser levado a sério. Desde o primeiro dia. Filho é tudo de bom ou tudo de ruim na vida de um casal. Tudo de especial e tudo de rotineiro. Tudo de orgulho e tudo de vergonha. Depende se vamos levar a sério ou se vamos fazer mais ou menos.
Desejamos  a voces, um Justin que os de muita alegria – mas não exijam isto da criança, de primeiro 
muita alegria a ele e naturalmente isto volta para voces.

Um Justin que viva em paz com voces toda a vida – a paz é ensinada, em um ambiente de paz.
Um  Justin que seja humilde o bastante para sempre estar aprendendo – depende também se os pais dele vão decidir que o filho basta por si mesmo e a vida vai girar em torno dele apenas ou  vão  continuar aprendendo .
Um  Justin que faça diferença em sua geração, que seja mais que mais um levado pela correnteza. Isto vem de ver os pais que tenham coragem mesmo quando a situação seja amedrontadora, principalemnte coragem de continuar juntos o que começaram.

O que começou hoje, é um processo de longo prazo. Isto é perseverança. Qualquer coisa menos que vinte anos de investimento total nesta pessoinha que voces geraram, é covardia e maldade.  
Mas se vão levar a sério, descobrirao loguinho que mesmo não sendo difícil, é demais para nós. Temos que ter direção e intervenção de Deus. Filhos são herança do Senhor, diz o Salmista.  Importa colocar nossos filhos diante de Deus cada dia, pois tudo o que podemos fazer é insuficiente para dar-lhe saúde, crescimento, inteligencia, bom humor além do que citamos  acima – alegria, paz, humildade, coragem e  perseverança. Tudo isto é o minimo para ser um adulto completo e feliz. Somos mais ou menos por natureza e temos que vencer esta tendencia.

Mas voces são especiais. Justin é bem-aventurado por nascer deste relacionamento. Que o amor floresça a cada dia entre voces e a Graça de Deus se manifeste. Assim, o Baby boy cujo nome significa Justo, reto originado do nome Justus, do Novo Testamento, a mais de vinte séculos de sustentação, hoje afamado pelo nosso Primeiro Ministro, vai ser não mais ou menos, mas muito, muito feliz. E Voces, vão curtir isto muito.

Parabéns. Deus os abençoe.

Cley e Maria

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A PRIMEIRA VEZ

A gente nunca esquece,  assim diz o ditado. E nos faz lembrar tantas coisas. A primeira calça comprida, o primeiro dia na escola, o primeiro beijo – dizem que elas não esquecem o primeiro sutiã. Hoje eu tive uma nova primeira vez aos cinquenta anos - e não foi um sutiã, não se assuste. Tem algumas primeiras vezes que gostariamos que não tivesse  acontecido, não   é mesmo? que gostariamos de esquecer, mas não são dela que quero falar aqui.

Foi Inesquecivel a primeira vez que estive no centro de Toronto. Parecia um sonho. Hoje volto no mesmo lugar e fico procurando o encanto que tem na lembrança. Ainda é um lugar maravilhoso, mas me recordo de tantas outras grandes cidades que já conheci e sei que o Centro de Toronto é como elas. mas a primeira vez a gente nunca esquece.
Talvez voce não saiba mas estou em Toronto  junto com minha esposa em um tempo sabático, depois de vinte anos como pastor em uma igreja evangélica e em um consultório como psicologo, para descansar e para aprender ingles. Vamos retomar o ministério no tempo de Deus. Do Jeito dEle. No lugar que Ele determinar. Mas estamos aqui já a um ano e 3 meses felizes por que o Ingles está acontecendo. Bem mais devagar que esperávamos, mas acontecendo.  Por incrivel que pareça, no meu ano sabático  moro num lugar que não me deixa esquecer quem sou – existem na minha vizinhança pelo menos 20  paises representados. A maioria destas familias vem de cultura muçulmana.
Mas hoje, pela primeira vez pude evangelizar alguém em Ingles.  E sei que será inesquecivel. Espero que fique tão comum quanto é hoje andar no centro de Toronto, e que as oportunidades que surgirem não sejam  perdidas. Mas hoje foi a primeira vez.
Convidei o moço para minha casa, depois de um tempo que ele passou em um centro de tratamento por causa do alcool.  Minha esposa saiu para a escola e ficamos na cozinha, fazendo um café que não ficou tão bom quanto o dela, mas serviu de aquecimento. Depois de um tempo de conversa, abri a Bíblia Sagrada e pedi para ele ler João 8.32 – Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, e depois, João 3.16 – Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigenito, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
- Voce precisa ser livre meu amigo – disse a ele no meu ingles primário. Não tem tratamento para o alcolismo. Voce precisa experimentar liberdade. A verdade que liberta é o que está descrito aqui, no outro texto. Deus Ama. Deus ama o mundo. Deus ama voce.  Não precisamos morrer por causa do pecado.

Depois oramos, conversamos um pouco mais e combinamos de orar juntos toda semana. Sou grato a Deus pela oportunidade de ser instrumento na mão dEle em outra lingua. Quem sabe a primeira de outras com o mesmo objetivo. Talvez seja um sinal de que meu tempo de descanso está terminando. Deus sabe. Simplesmente esperamos nEle e descansamos em cada etapa do caminho. Desejo que voce tenha mais primeiras vezes para se lembrar com carinho que para tentar esquecer. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

MULHER, EIS AI O SEU FILHO...

Náo sei quantas vezes voce ja ouviu sobre as últimas (sete) palavras que o Senhor Jesus expressou na Cruz, pouco antes de estar consumado todo seu projeto de vida e encerra-la com a morte, (para vence-la tres dias depois). Uma Palavra na Cruz, me faz pensar,  atraido pela minha tendencia de me preocupar com a familia. “Mullher, eis ai o seu filho; filho, eis ai a sua mae”.

Ele falava com Joao, o discipulo amado e com Maria, sua mae. Penso que a importancia da familia foi evidenciada ali. Mas como? Voce pode perguntar – se seus irmaos nao estavam lá e seu pai também nao? Onde esta a família? Eu quero leva-lo a pensar exatamente nisto. Mesmo quando uma familia esta dividida, confusa, Deus se preocupa com ela e nao abre mao de que vivamos em família. Maria foi entregue a um discípulo próximo, de confiança e que sabia expressar amor. Tudo o que aquela mulher precisava entao. A igreja pode muito bem ser esta família que voce precisa. O que nao pode é estarmos sem uma familia. Sabemos que este é um elemento que nao salva ninguém, pois a Cruz, o sacrificio na Cruz foi o preço suficiente da nossa salvaçao. Mas antes e depois da Cruz, a familia está em evidencia aos olhos e Palavras de Jesus, o Criador e agora Salvador de todo o Universo .

O objetivo de Jesus sempre foi o Calvario. Pagar o preço por nossos pecados. Mas antes dela, a familia como caminho e preparaçao: um casal, irmaos, casa, responsabilidade, maturidade e Ministério propriamente dito.  Agora, do alto da Cruz,  Ele olha para aquela mulher e expressa sua preocupaçao tomando atitude para coloca-la de novo em familia.

A Familia precisa estar ao pé da Cruz. Nao apenas por isso, mas também por causa daquela mulher ali, representando-a, todos os irmaos do Senhor Jesus vieram depois e se tornaram lideres da Igreja que ja existia no coraçao de Deus. Naquela hora Senhor expressa o cuidado que temos que ter uns com os outros  e nos da o exemplo de  que as crises pessoais – nenhum ser humano viveu uma crise pessoal táo profunda quanto a dEle naquele momento - náo devem, náo podem nos impedir de cuidar dos nossos e de expressar nosso amor.


Cuida de sua familia. Voce vai estar participando do Mistério da Salvaçao. Deixe a Igreja, sua famíla cuidar de voce, este é o desejo de seu Irmáo maior, o Senhor  Jesus.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

CHORAR DE ALEGRIA OU DE TRISTEZA?

Hoje eu chorei. De alegria! De lembrar a bondade de Deus para comigo e minha casa. Ouvia uma música linda e fui levado a refletir sobre minha família, em especial nossos filhos. São apenas dois. Tenho de vez em quando a sensação de que ficamos devendo outros dois filhos para esta geração e que se minha esposa e eu tivéssemos 4 filhos seria ainda melhor.

Mas eles dois nos dão muito prazer e orgulho, principalmente por que temem a Deus e andam nos seus caminhos. Mas o que trouxe lágrimas é o fato deles serem amigos. De se cuidarem. De morarem juntos e dividirem tudo, sendo modelo para seus amigos que também são em comum e que estão sempre em volta deles. De saírem juntos e não voltarem brigados (salvo de vez em quando, é claro).
Mas todo choro de alegria tem um componente de tristeza. Lembrei-me também que, tendo só um irmão (éramos dois homens e 4 mulheres), e tendo crescido juntos durante meus primeiros 17 anos, nós nos perdemos um do outro no caminho. Tive muito medo quando minha filha foi primeiro para a capital estudar e meu filho ficou conosco. Eles eram muito unidos até então – como eu e meu irmão – e ele só iria ano e meio depois.

Eu vivi a mesma coisa. Quase com a mesma idade, fui também para Belo horizonte para estudar e trabalhar e meu irmão foi um ano e meio depois. Já havíamos nos perdido. Foi neste intervalo, eu penso. De alguma forma, ele já não era da “minha turma” quando lá chegou. Não consegui inseri-lo de novo em minha vida ou ele me inserir na dele. Ficou uma lacuna na minha alma por causa disto. Ele não viu meus filhos crescerem e eu nada sei da filha que ele tem.  

Meus filhos foram mais sábios que eu e meu irmão. É a maneira de Deus curar minha alma é me mostrando o relacionamento desta nova geração. É a minha tristeza neste choro de felicidade.  Podemos inferir na contra partida que todo choro de tristeza tem um conteúdo de alegria. Por exemplo, quando choramos por que estamos longe de alguém que amamos – nossos filhos estão a 8.000 km de nós (tristeza!) é por que temos uns aos outros e isto é motivo de nos alegrarmos. Temos que brincar com nossos sentimentos, senão eles brincam conosco.

Quer seja de tristeza ou de alegria precisamos sempre expressar para Deus o que sentimos e o choro é um recurso precioso que Ele nos capacitou. Choro que não é chorado, vira doença. Palavra que não é dita dói muito. Dor que não é compartilhada mata rápido. Deus sabe tudo disto tudo, por que Jesus experimentou tudo na Cruz do Calvário por nós.

Chore com Ele, mas se puder, chore com alguém em que confie. Inclusive de alegria. Isto faz muito bem para todos nós.

sexta-feira, 20 de março de 2015

SUSTENTADO PELO CARÁTER

Um pequeno texto que muito me impactou foi citado por Ronaldo Lidório em seu livro “Liderança e Integridade” quando ele confronta caráter e reputação. Quando o li, estava no Timor Leste, na  ilha de Atauro, em visita a missionários em 2008. Nunca o esqueci. Fiz uma música em cima do texto e contexto, explanei-o diversas vezes e de muitas maneiras para a igreja local e para casais nos últimos anos.

A cada dia o que aprendemos de Deus vai amadurecendo dentro de nós, se transformando e nos transformando; mas quando o Eterno nos faz sair da teoria para a prática, esta maturidade é fenomenal. Sobre este assunto, estou me vendo em transição de um tempo em que o caráter e a reputação me sustentavam, lutando para que aquele fosse mais importante para mim que esta; por que para Deus a reputação nada vale – “Eu vejo o coração”, como confidenciou para Samuel – e o caráter é o que conta, insiste Lidório. “Reputação é o que vão falar de você diante do seu caixão”, afirma o texto, “caráter é o que os anjos dizem a seu respeito diante de Deus”.

Eu pastoreava uma importante igreja na minha cidade. Pregava para um público cativo pelo menos duas vezes por semana. Eu recebia 10 pessoas por dia em minha clínica de psicologia, influenciava diretamente muitas famílias na igreja e no trabalho. Hoje não sei quem le meus textos na internet - se leem - e tenho contato com alguns poucos  dos dois públicos que tanto influenciei. Dava aulas em seminários na melhor escola de Família do Brasil que é EIRENE. Tudo aquilo aumentava minha reputação. Tão pouco hoje – aluno de uma língua desconhecida em um país que não é meu, anônimo na multidão, com recurso para testemunhar apenas “nada nos tem faltado”, mas sem poder esbanjar - me permite/obriga ter olhos para cuidar de meu caráter e ouvidos para o Senhor, sobre Sua obra e Seus planos.

Não é por acaso que estou onde estou fazendo o que faço, junto com minha esposa. Muitos que estavam perto não entenderam o que fizemos. Alguns se frustraram inclusive, declarando com uma sensação de abandono, mas é um sentimento natural como ovelha. Se foi embora, o motivo não muda o sentimento. Importa que nossos filhos – e aqueles que tinham esta relação - que acompanharam estas mudanças junto conosco, vendo Deus nos conduzir até aqui, estão bem, e isto foi um dos sinais de Deus nos liberando para esta nova etapa. Nada perdemos, apenas deixamos para traz, “olhando para o alvo, para o premio da vocação em Cristo Jesus”.

Nosso Pai que está nos céus dirige a vida dos seus filhos, através de seu Espírito Santo que em nós habita. Sem desrespeitá-los ou obriga-los a nada, Ele está presente, assessorando, ouvindo, oferecendo um projeto. Meu tempo é de descanso e treinamento para uma nova etapa, em que mais que nunca, importa agradar a Deus, portanto, importa mais o que Ele pensa e do que Ele se agrada em detrimento de toda reputação e influencia humana; este é um aprendizado bem difícil por causa da nossa natureza caída – mas graças a Deus por Jesus Cristo!, exclama o Apóstolo Paulo.


Reputação tem a ver com ser rico ou pobre. Caráter tem a ver com ser feliz ou infeliz. Optamos pelo caráter?

domingo, 15 de março de 2015

O MUNDO É DAS MULHERES, QUE PENA ...

A única novidade sociológica nos últimos cem anos que merece registro é o crescente e irreversível papel da mulher na sociedade. De escravas do lar, padecedoras no paraíso, procriadoras e donas de casa, ao comando dos usos e costumes, foi um passo. Numa invasão bárbara, incrível e inclemente, o domínio feminino tem se imposto sobre a fragilidade masculina. Afinal, homens são imaturos, bobos e cada vez mais dispensáveis. Os mesmos trogloditas, com a testosterona correndo a mil, impulsivos, sexuais, agressivos, vivendo em confrarias, ou “turmas e galeras”, com a consciência diluída, fazem da mesa do bar – ou da pelada do fim de semana – um palco no qual falar de mulher, futebol, carro, games, sacanagens do YouTube e outras preciosidades do tipo, regadas a mentiras, contar vantagens, querer ser o “alfa”, é o objetivo maior de sua pobre existência.
Enquanto isso, as mulheres ocupam espaço, seduzem e comandam partes cada vez mais significativas da sociedade. Vale frisar que machos tendem a acomodação e preguiça, enquanto as mulheres são guerreiras obstinadas. Pequenos exemplos podem ser dados: numa aula de 40 minutos, meninas conseguem se concentrar por 30 minutos; os meninos, em média, 5 minutos. Cada vez mais elas nos superam em vestibulares, concursos e vão nos empurrando para a periferia. Seremos extintos por falta de mérito ou interesse, ou por infantilização crônica.
Sim, é verdade, elas são instáveis, hormonais, e cada vez mais queixosas. É característica delas serem verbais, “falar mais do que pobre na chuva”, querer discutir relação na hora do futebol na TV. Sim, a tal da TPM, tá virando doença, e elas se transformam na fase progesterônica, assim como são melosas no cio estrogênico, receptivas. Sei que grande parte de nós, homens, desconhece os mistérios da feminilidade. Sexo, por exemplo, exigiria um encaixe que machos predadores, rapidinhos, bêbados, jamais entenderão se não penetrareem no labirinto da alma feminina.
Para início de conversa, as mulheres pós-modernas ainda sonham com a maternidade, o casamento, na crença da família, embora ambicionem sua profissão, cuidar de seu lar e crescer no trabalho.
Vaidosas, críticas, exigentes, ainda são cobradas pela aparência, investindo tempo em salão, clínicas de estética, academia, roupas, entre outros investimentos físicos. Ser mulher é equilibrar funções pesadíssimas. Ter que ser mãe, esposa ou parceira, dona de casa, profissional, amante, sempre linda, poderosa, esteio dos pais, competidora com outras fêmeas que mordem o calcanhar. Não pode ganhar peso, ter celulite, peito caído, estria, cabelo sem pintar e unha sem fazer. E aguentar homem gordo, descuidado, tarado, molenga e exigente. Se não tiver, ir à luta para ter um homem para chamar de seu! Que bobagem! Mas como alimentar, de selfies e sorrisos, as redes sociais? Trabalhar em quatro turnos: mãe, mulher, organizadora do lar e trabalho fora. E ainda sair na noite e tomar umas e outras, numa competição boba com os homens. Ir à caça.

Pois é, não à toa que 2/3 dos transtornos depressivos e ansiosos são das mulheres. Infartam tanto quanto os homens, algo raro há algumas décadas. Dormem mal, acordam cedo, se irritam mais que os homens (hormônio é determinante), sobrecarregadas, sem vida pessoal, dedicadas que são aos seus homens, filhos, pais, trabalho e casa.

Desculpem,  mulheres, moças e meninas, mas não as invejo. Ter o mundo nas costas, ser escravas de aparência, sufocadas pelo grau de exigência própria e do mundo que as cerca, escravizadas pela exigência do belo, estético, atraente. Imagino como seria se nós, os machos decadentes, pudéssemos acolhê-las, fazer um cafuné, dividir as tarefas chatas da casa, ser parceiros no trato com os filhos, convidá-las para um day-off, um restaurante escondido, uma massagem relaxante. Mas não dá
Vocês se nivelaram por baixo, e herdaram o que temos de pior. E cá entre nós, como é difícil ser cavalheiro, companheiro, amável com as mulheres que correm com os lobos!
Se o mundo masculino não deu certo, esse feminino não dará em nada muito melhor.
Lá na frente, reaprenderemos a conjugar, compartilhar, comunicar e comungar. Afinal, somos parte de um todo, a complementação divina de um fruto.

PUBLICADO EM 15/03/15 - 03h00  (Eduardo Aquino – Jornal O Tempo)

domingo, 8 de março de 2015

TENHAM SAL EM SI MESMOS


Está terminando o inverno no Canadá e te digo: “é fria”. Vi coisas que você não viu: casas e carros cobertos pela neve depois de uma tempestade, ainda bem que  foi bem longe da região  onde estou.

Realmente a experiência inesquecível com o inverno no Canadá é a neve. Muitos lugares frios não nevam. Vê-la nas férias, fazer um boneco de neve com a família como no inverno passado, estando aqui em férias é uma coisa. Tira-la todo dia da frente da casa, do quintal e da calçada, depois de interessante é entediante. Mas não é difícil quando tira logo que cai, ou logo de manhã. Se deixar para muito depois, a história muda. 

Agora no final da temporada de neve, aprendi algo especial, lendo o texto onde Jesus exorta: “tenham sal em si mesmos” (Mc.9.50 b),  com esta experiencia. Por que se tiro logo a neve, é fácil, mas  mesmo assim, sempre fica um resíduo. Quando começa a esquentar (leia-se quando beira a 0 grau), ela vira gelo com uma camada fina e perigosa e aí, é hora de escorregar e cair. Tem que espalhar sal se você não quer cair e cair. Se outra pessoa cair no perímetro de sua casa, é sua responsabilidade.

 Parece o pecado. Vai ter sempre em nossa volta, vai nos afetar e temos que tira-lo logo. É entediante depois de um tempo por que por mais que você não queira a neve cai na sua calçada. Você limpa, mas o resíduo depende de sal. Jesus ensina muito sobre ele, mas aqui a ilustração confirma que temos que manter um sal - uma escolha, uma atitude muito firme -  senão vamos cair.  O mundo jaz no maligno. O pecado bate em nossa porta – como na conversa do Criador com Caim. Cumpre a nós domina-lo.

A neve é linda. O pecado, via de regra se apresenta assim também, mas “é fria”, A neve apenas no inverno em alguns lugares, o pecado, em todas as estações em todos os lugares.

Tenham sal em si mesmos!  

Espaço de reflexão psicoteológica, visando a saúde dos relacionamentos e o fortalecimento da família!