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sábado, 16 de abril de 2011

A CONSPIRAÇÃO

Cada semente gera uma planta, edifica sombra, produz alimento, ambiente para reprodução e mais que nunca, um número infinito de mais sementes para que o ciclo continue. Mas tem um detalhe muito estranho em relação a uma semente – em volta dela sempre brota erva daninha. "outra parta caiu entre os espinhos que a sufocaram". É como uma conspiração que sempre acontece para minar os planos de Deus, desde os que parecem mais insignificantes.

Um milagre é uma semente de graça e misericórdia de Deus que vem com amor até a miséria e aos problemas humanos. Cada vez que Jesus semeava um milagre, como reação, dois fatos naturalmente se sucediam:

  1. As pessoas reconheciam que ele é Deus. O adoravam, se alimentavam nEle, atraiam mais pessoas a Ele, que também eram alimentadas.(Mc.3.4)
  2. As pessoas endureciam ainda mais o coração e tinham atitude de planejar a morte de Jesus – como uma erva daninha que se aloja profundamente no coração. (Mc.3.6)

Quando Jesus chama para o centro da sala de reunião um homem com uma mão mirrada, todos ficaram atentos. Alguns por que se encantaram com O Filho de Deus e o Poder do Espírito Santo que estava sobre Ele e realizava maravilhas! Por que é lindo ver uma vida sendo transformada: de dependente a ajudador, de abandonada a cuidadora, de solitária a SOLIDÁRIA discipuladora, de mendigo a trabalhador que gera emprego; de viciado a testemunha do poder de Deus. De pecador sem esperança a pecador perdoado, adotado e abençoado com certeza de salvação. Outros, representados pelos fariseus, observavam (2) Jesus e de uma forma a gerar nEle indignação. Procuravam ocasião contra ele e com coração endurecido, usaram o mesmo motivo que a tantos trouxe alegria e salvação – a cura da mão mirrada de um conterrâneo – em justificativa para caçarem e matarem o filho de Deus.

Fazemos a mesma coisa e armamos uma conspiração contra o Espírito Santo em nossa alma, impedindo-o de nos abençoar também. Hoje seria diferente? O que acontece no seu coração quando Deus abençoa alguém perto de Você? Na sua vida brota gratidão ou conspiração? Quando ele encontra coração como terra boa e faz um milagre, nós em volta nos alegramos e O glorificamos! Ou não. Vamos cuidar do coração, de onde procedem as fontes da vida!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DESENCONTROS


                                                        Dr. Içami Tiba

É UMA DATA ESPECIAL....

Maria quer algo de José.
Algo que demonstre que José  a ama.
Ela espera ansiosamente  tal gesto de amor.

José é um homem bom e trabalhador.
         Pensou no que daria à Maria.
                   Deu-lhe um ventilador.

Maria queria flores...
Ganhou ventilador.
Expressou sua dor.
                   José não a compreendeu.
                   Esperava alegria e sorriso.
                   Recebeu um desagradável mau humor.

É SEMPRE ASSIM, pensam ambos.
Novamente  NÃO CONVERSAM.
MARIA, na sua carência de amor, espera que da próxima vez
José satisfaça seus silenciosos desejos.
Gosta de ganhar presentes de surpresa.
É obrigação de José perceber o que ela quer.

                   JOSÉ Não entendeu a frustração de Maria.
                   Honesto, responsável e dedicado marido.
                   No que foi que ele errou?
                   Não consegue falar a linguagem dos sentimentos.
                   Talvez nunca tivesse olhado no fundo dos olhos de Maria

AMBOS SOFRERAM JUNTOS,  cada um, AS SUAS PRÓPRIAS CARÊNCIAS...

MARIA, por amor a José, continua esperando flores...
JOSÉ, por amor a Maria, continua trazendo ventiladores.

Nem os cães vão latir!


Moisés já havia semeado a Palavra de Deus, que é viva e eficaz, cortante e que sonda os corações. Esta Palavra na boca dele e nas mãos de Arão, já haviam trazido 9 pragas terríveis sobre o povo do Egito e tanto era motivo de  horror a eles quanto temor para o coração dos hebreus que estavam conhecendo o Deus de seus pais.

A cada praga, Faraó reagia com dureza e aumentava a oportunidade de o Senhor se revelar a todas as nações. Mesmo sabendo que Deus havia endurecido o coração daquele líder obstinado pela idolatria e orgulho, Moisés se irou ao lhe detalhar a última praga e falou de um detalhe muito peculiar: o latido dos cães (Ex. 11.7ª)

Salvo algumas exceções, ao menor movimento os cães latem. Pouca alteração no seu espaço e eles alardeiam. Sentem quando algo de mal vai acontecer a seus donos e sabem dos que são ameaça para a casa que os alimenta. Mas passaria um anjo, com a ordem de matar, com a marca da vingança, com o assovio da dor e ameaça do fim mas mesmo assim, os cães ficariam tranqüilos e quietos.

Acredito que, talvez fosse por reverencia, pois se alguma coisa estava sendo semeado por Moisés e Arão na terra de Gósen, local de habitação dos escravos hebreus, era o temor ao Deus de Abraão, Izaque e Jacó! Se alguém deveria ser temido não era Faraó com  todo seu poderio e pompa, mas o Eterno, Jeová Jiré! Se alguma palavra era digna de confiança, seria aquela que já por 9 vezes mostrou sinais e maravilhas. Agora, em uma sintonia com os céus, os cães se calam. Como o grande peixe vomita por reverencia e obediência ao Criador, despejando Jonas na praia, os cães não latem. Como os codornizes que em obediência ao chamado do Criador, apareceram no deserto aos milhares, para calar a boca gulosa e a mente murmuradora dos mesmos israelitas alguns dias depois, os cães ficaram em silencio. Como o Cordeiro estava a disposição de Abraão para substituir Isaque no sacrifício que provou a fé daquele pai, os cães abdicaram do direito de uivar.

Quando Deus está no projeto, cães, peixes, codornizes, cordeiros, mulas e toda a natureza se dispõe a ser semente para que muita coisa boa possa brotar a partir deles. Que nossa semeadura, tendo como base a história dos hebreus no deserto, tenha como modelo os animais e não os homens que semearam mais murmuração que obediência e colheram mais tempo no deserto que conquistas na terra prometida. Se a gente realmente acreditar, os cães vão calar e contemplar as maravilhas que Deus tem para operar também na nossa vida hoje!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O QUE É O AFETO?

AFETOS   
 (JONATHAN EDWARDS – 1703-1758)

Minha resposta é que afetos são os exercícios mais vigorosos e práticos da inclinação e da vontade da alma. Deus dotou a alma de duas habilidades. Uma é a capacidade de percepção e especulação para discernir, ver e julgar. Isso se chama entendimento. A outra habilidade é que alma não apenas percebe e vê, mas, de alguma forma, se inclina na direção do que vê ou avalia. Tanto pode se inclinar para aceitar quanto para rejeitar o que viu. Devida a essa habilidade, alma não quer permanecer como espectador indiferente e impassível. Gosta ou não gosta, se agrada ou não se agrada, aprova ou rejeita. Essa habilidade se chama inclinação.

Quando determina e governa as ações, se chama vontade. Quando a mente entra no processo, a inclinação costuma ser chamada de coração.
Há duas formas de exercitar a inclinação. A alma vê alguma coisa com aprovação, prazer e aceitação, ou com oposição, desaprovação, desagrado e rejeição.
Esses exercícios da inclinação e da vontade da alma variam de intensidade. Alguns chegam perto da indiferença, mas há graus onde aprovação ou desagrado, prazer ou aversão são mais fortes. Quando a alma reage com vigor e força, o exercício é ainda mais intenso. Na verdade, o criador ligou o corpo à alma, de modo que até a vida física pode ser afetada por tais emoções. Em todas as culturas e tempos essa habilidade tem sido chamada de coração. São os exercícios vigorosos e sensíveis dessa habilidade que chamamos de afetos.

Assim, vontade e afetos da alma não são elementos distintos. Em sua essência, os afetos não são separados da vontade. Diferem dela apenas na vivacidade e sensibilidade de exercício, não em sua expressão. Algumas vezes, a linguagem é inadequada, pois o significado das palavras tende a se perder e se tornar vago, sem definição exato no uso comum. Em um sentido, afetos da alma não diferem da vontade e da inclinação, mas em outros aspectos, o ato de vontade e inclinação não pode ser chamado de afeto, por que em tudo que atuamos, quando agimos voluntariamente, há um exercício da vontade e da inclinação. Nossa inclinação difere nossos atos, mas nem todos os atos de inclinação e vontade são chamados de afetos.

A diferença entre o que é afeto e o que não são chamados de afetos. A diferença entre o que é afeto e o que não é reside apenas na intensidade e na forma da ação. Em cada ato  a vontade gosta ou não gosta, aprova ou rejeita. Isso em essência, não é diferente dos afetos de amor e ódio. Na verdade, a apreciação ou inclinação da alma em direção a alguma coisa, caso seja intensa e vigorosa, é o que chamamos de afeto de amor e o que mesmo grau de rejeição e desaprovação é o que chamamos de ódio. Assim o que cria o afeto é o grau de  atividade da vontade seja a favor ou conta um determinado elemento.

(extraído do livro, UMA FÉ MAIS FORTE QUE AS EMOÇÕES, ed. PALAVRA, pg. 43 e 44, UMA JOIA QUE ADQUIRI NA ÚLTIMAVISITA À EDITORA ULTIMATO) 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

QUEM É SEU DEUS EM TEMPO DE FESTA!


Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.
Lc. 16:13

Paramos para reabastecer. Éramos seis, o motorista, quatro passageiros  e o carro. O carro eu entendo, trabalhou 8 horas a fio, sem se alimentar, o motorista também, apesar do esforço ser menor, mas os 4 passageiros, por que teriam que reabastecer? Não consumiram, ou melhor, não produziram! Mas comeram, e como! O carro coube menos gasolina que neles coube comida. Consumimos o valor necessário para nossa alimentação mas se atravessássemos a rua, em outro restaurante, o valor poderia ser bem maior.

Mais que os objetos de nosso uso como o carro que precisa de gasolina, somos consumidores. Consumimos mesmo parados. Nosso organismo precisa de energia para viver. Por natureza somos consumistas, mesmo que não sejamos compulsivamente consumistas, consumimos.

É como com o pecado. Mesmo não vivendo na prática do pecado, somos pecadores e temos que vigiar.  Escolhemos ser santos mas sem vigiarmos,  o pecado volta a nos consumir pela natureza da carne que consome.

Nesta época de festas, nós consumidores por natureza temos um dilema: é quase que uma obrigação consumir mais que o normal. Como na viagem, nesta época produzimos pouco e compramos demais, comemos demais e tudo o que fazemos costuma ser em excesso. Vira uma espécie de culto ao consumismo. E Jesus nos alerta sobre isto.

Não podemos servir a Deus e a nosso consumismo. Ou nos submetemos ao Espírito Santo e temos um tempo de festa com o equilíbrio necessário, gastando apenas o que podemos e comendo o necessário ou vamos deixar o deus Mamon nos guiar nestes dias e transformar a nossa festa em dívidas para pagarmos e quilos a dispensarmos por  todo o ano de 2011.

Duas áreas mais difíceis de exercitarmos o fruto do espírito!  Finanças – fidelidade nos dízimos e equilíbrio nos gastos. Estamos em nossa casa em tempo de ajuste, por mudanças que vamos ter no ano que se aproxima e por causa de toda esta onda de aumento que cerca a família brasileira na trasição presidencial; e comida – o risco é o mesmo da bebida ou outro vício!

Precisamos pedir ao Espirito Santo que nos oriente e nos faça crescer. Mas se você não conseguir e tiver mesmo que gastar muito, me põe na sua lista! Feliz natal, ano novo cheio dos frutos que voce semea no dia-a-dia!

 Cleydemir (dez. 2010)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Reconstruindo Sonhos

 

Por causa do assédio e desrespeito com as mulheres, em um país da Ásia nesta semana, decidiram alguns vagões só para mulheres no metrô. No Brasil em algumas capitais isto já existia. Seria esta a solução? Será que para que alguém seja poupado de constrangimento, este alguém tem que ser afastado? “Os incomodados que se retirem”, diz o velho e grosseiro ditado.

A necessidade de todos ser humano é o respeito. O sonho de toda mulher é que no casamento, ela será amada, acolhida, respeitada. E quando o casamento não vem? Será que existe vida para uma jovem que não se casou? E quando vem só o casamento acompanhado da frase: “você está pegando o boi” ou “os incomodados que se retirem?”. E quando a facilidade de retirar-se não traz de volta a dignidade e o respeito?

Em um mundo machista, toda lei que se decreta tem uma atitude machista. A reação feminista tem uma atitude feminista e nem uma nem outra atitude vem a favor da família. Agora o divórcio sai na hora! Será que uma lei desta liberta mais rápido a pessoa ou a põe em perigo de um novo golpe mais rápido? Refazer rapidamente a vida afetiva com outra pessoa resolve o problema de alguém que foi abandonado, traído, desrespeitado?

A capacidade de sonhar é uma característica das pessoas que pertencem a Deus. Mas em três parágrafos sobre esta possibilidade sugiram mais perguntas que dicas. As mulheres têm mais perguntas que respostas quando o assunto é reconstruir. Sonham muito e a reconstrução não é tão fácil; para ninguém, mas para as mulheres talvez seja mais difícil. Quero nem citar as crianças nesta reflexão por que ai eu acredito que tanto homem quanto mulher deveriam terminar a construção com a qual se responsabilizaram em relação aos filhos para depois falar de reconstrução.

Mas de todo jeito, a grande dificuldade de reconstruir sonhos é que não abrimos mão deles. Não podemos deixar de sonhar mas precisamos nos livrar de obsessões. Temos que deixar que o Deus que nos fez sonhadores estimule os nossos sonhos. Que nossos sonhos, principalmente depois de decepções e frustrações sejam geridos por Ele. “O modo como encaramos a vida determina nosso sucesso ou o nosso fracasso. Nós somos 10%o que acontece conosco e 90% como reagimos ao que nos aconteceu”.

Vamos reagir dependendo de Deus, esperando nEle, esperando um pouco mais. Como o salmista, de ordens a sua alma: “espera em Deus pois ainda o louvarei, a Ele meu refúgio e Deus Meu”. Deus te abençoe!

Cleydemir

VASOS QUEBRADOS

 

Era uma vez um depósito de vasos quebrados.

Ninguém se importava com eles. Eles mesmos não se importavam por estar quebrados, ao contrário, quanto mais quebrados ficavam, mais eram respeitados pelos outros.

Um dia, por engano, um vaso inteiro foi parar no meio dos vasos quebrados, mas, por ser diferente dos demais, de imediato ele foi rejeitado e hostilizado. Justo ele, que tinha uma necessidade miserável de ser aceito.

Tentou se aproximar dos vasos menos danificados, aqueles que tinham apenas a boca rachada, mas, não deu certo. Depois, procurou se aproximar dos vasos que tinham apenas um pequeno furo na barriga, mas, também foi repelido. Tentou uma terceira vez, com os vasos que estavam trincados na base, mas, não adiantou.

Resolveu, então, arranjar umas brigas, esperando conseguir um ferimento, um risco, uma trinca ou, quem sabe, com um pouco de sorte, até um quebrado bacana, mas, naquele lugar, ninguém tinha força bastante para quebrar os outros. Se algum vaso quisesse se quebrar, tinha que fazer isso sozinho.

E foi isso mesmo que ele fez. E conseguiu o que queria, ser aceito no clube dos vasos quebrados.

Ficou feliz, realizado, mas, não por muito tempo, pois, logo começou a se incomodar com uma outra necessidade, a de ser respeitado pelos demais vasos quebrados.

Para isso, teve que ir-se quebrando. E se quebrou em tantos pedaços que voltou ao pó.

E deixou de ser vaso!

Desconheço o autor mas amei o texto.

GRANDE abraço para voce e sua familia!

Cleydemir Santos

Espaço de reflexão psicoteológica, visando a saúde dos relacionamentos e o fortalecimento da família!