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segunda-feira, 30 de maio de 2011

USE O ASSENTO PARA FLUTUAR!

Estive em Goiania em uma conferencia para a família e Deus muito abençoou. Na volta, uma frase na poltrona do avião me chamou atenção como se tivesse lido pela primeira vez quase me faz pular pela janela. Você entra meio desconfiado, meio com (muito) medo, meio ansioso ai, a moça começa a te mostrar o que fazer se o avião cair! Depois manda ler o manual que termina dizendo: em caso de cairmos no mar, "USE O ASSENTO PARA FLUTUAR!"

Como assim! Eu não quero saber disto. Aviões não foram feitos para cair no mar e em lugar algum! Não quero saber de assento flutuante. Aviões foram feitos para voar! Mas aí, o Espírito nos ensina que famílias também não foram feitas para acabar, mas acabam. O que mantém um avião no ar, apesar das turbulências além de pousos e decolagens constantes?

Manutenção é a palavra de ordem. Eles sofrem avaliação todo o tempo. Eles são conferidos regularmente. A família não deveria também? A manutenção da família é a vida devocional que deve ser cultivada por "cada peça desta aeronave" que Deus quer ver voando!

Eles são cuidados e a tripulação recebe treinamento constante. Sua família é cuidada? Os treinamentos que a igreja oferece, você aproveita? Em quantas oficinas casamento você esteve nos últimos meses? Você cuida de seus filhos e da disciplina deles? Você sabe o que falta para eles?

Rota. Avião tem hora para decolar, hora para chegar e destino específico, até por que o combustível precisa ser dosado. Para onde sua família está indo? O Espírito Santo e a Palavra de Deus são o combustível para toda família. O tanque de sua família está cheio ou sempre na reserva? Até o próximo pouso, há quantidade suficiente?

Habilidade para a decolagem. Fazer tantas toneladas de ferro levantar vôo exige uma convicção do piloto e co-piloto que sabem o que estão fazendo. Para a família levantar vôo é preciso fé. Temos que acreditar que com todos os problemas e dificuldades, podemos voar mais leves que o ar e singrar os ares, ir além das nuvens e pousar de novo para nova viagem, nova etapa mas com toda a tripulação e todas as peças funcionando.

Sua aeronave pode cair. Mas você e sua tripulação sabem que ela foi planejada para voar e levar outros a voar nas alturas, e ver Deus de perto. Seja sua família uma benção para toda a tripulação (seus queridos) e todos os que embarcarem nela.

domingo, 15 de maio de 2011

CORAÇÃO MAIOR QUE O DE UMA MÃE

    As histórias que conhecemos sobre o amor de mãe, variam desde a prostituta que prefere dar o filho para a outra a vê-lo morto pela espada do sábio Juiz Salomão até da mãe do Salvador Jesus Cristo que sabendo que seu Filho sofreria uma morte horrível, chora por não poder substituí-lo. Ele era o Salvador. Ela também carecia da morte dEle! Acredito que o grande sofrimento daquela mulher foi o fato de não poder morrer no lugar do filho. Na última tragédia natural, no Japão, a mãe perde seus gêmeos nas águas turbulentas e os alcançam dias depois. Ela nunca desistiu deles. Ela nunca acreditou que os perdera.

    "As mães compreendem até o que os filhos não dizem", não significa porém que elas acertam sempre, mas que elas investem o melhor que tem. Por exemplo, em princípio, não há nada que as mães desejem mais para os filhos do que vê-los casados, mas (quase) nunca aprovam as mulheres que eles escolhem. Elas querem que as filhas estudem mas não admitem que saiam de perto!

    É este amor tão grande que Deus usou para simbolizar o tamanho do amor dele. Se ao perder na tsunami, a mãe não desisti, ao perder para o pecado Deus nunca aceitou como derrota. Se para vê-lo viver a mãe perdeu para a outra, Deus permite até que muitas coisas aconteçam para que os seus filhos tenham direito a viver até poder escolher o verdadeiro amor que só se encontra no retorno para Ele.

    Se mãe compreende até o que os filhos não dizem e muitas vezes invade a privacidade deles, o amor de Deus aguarda pacientemente até que a porta se abra, pois tudo Ele já fez para demonstrar esse amor. Se mãe não admite que saiam de perto dela, Deus enviou o único Filho para uma missão impossível onde ele fatalmente morreria por que O amava e sabia que sua morte O traria de volta junto com outros filhos adotivos que se perderam em suas confusões.

    Louvamos a Deus pelas mães em volta de nós. Por cada história de luta e entrega resignada que tem para contar. Por cada filho que só tem saúde física, emocional e espiritual por causa da ação amorosa delas. Louvamos a Deus por causa das mães que nos fazem ter uma noçãozinha do grande amor dEle por nós.

    Mas Ele não erra. Ele não se desespera por que seu amor é perfeito. Para aqueles que não tiveram mães sábias ou as perderam no caminho, vocês tem a cura e consolo nos braços do Senhor.

sábado, 14 de maio de 2011

FAMILIA QUASE PERFEITA

"E houve-se valorosamente, e feriu aos amalequitas, e liberou a Israel da mão dos que o saqueavam. E os seus filhos eram Jônatas, e Isvi, e Malquisua; e os nomes de suas duas filhas Merabe, e o da mais nova, Mical. E o nome da sua mulher, Ainoã, filha de Aimaás; e o nome do capitão do exército, Abner, filho de Ner." 1 Sm.14.48-51

Sabemos que não há familia perfeita, mas, ao ler a descrição de familia como esta eu fico a pensar: O que poderia dar errado? Mas deu. Esses filhos não experimentaram dos privilégios de uma familia próspera, não viram seus filhos crescerem, não puderam juntos, celebrar benção de Deus.

As coisas para darem certo tem que começar como começou: "e houve-se valorosamente" fala de uma atitude de valor para sustentar uma familia. Agir valorosamente é lutar corajosamente em função de um alvo. Feriu os amalequitas, odiando os inimigos de sua familia. Mas não basta atacar os inimigos externos de uma familia.

Era uma familia onde a valaorização era cultivada. Trabalhando ao lado do filho mais velho como parceiros e tendo o apoio da familia de origem. Não bastou.

Se voce não descobriu ainda quem é que não conseguiu manter uma familia tão bonita quanto a descrita acima, foi o Rei Saul. Homem escolhido por Deus, e com potencial de uma dinastia milenar com muitas vitórias para os filhos de seus filhos, mas perdeu tudo. Seus filhos usufruiram de nada.

Saul era precipitado e tomava decisões desta maneira. Esta precipitação apontava para rebelião e desobediencia de coração. Por incrivel que pareça o maior erro de Saul foi realizar um culto. Um culto ao Deus verdadeiro, com ítens comuns ao culto, mas na precipitação. Do jeito dele e na hora dele.

Satanás se aproveita de nossa impulsividade que mostra que não esperamos em Deus, apesar de estarmos em familia, de haver fidelidade em várias áreas de nossa vida e de odiarmos os inimigos de nossa familia.

Temos que, como familia continuar na presença de Deus, com humildade, lembrando que qualquer um pode ser usado por Deus em nosso lugar. Nossa conduta não sustenta nada. Nossa má conduta, mesmo muito sutil, pode destruir tudo. A graça de Deus mantém e multiplica nossa vida e nossos filhos poderão continuar sendo abençoados. Familia perfeita não. Vivemos debaixo da graça!

sábado, 16 de abril de 2011

A CONSPIRAÇÃO

Cada semente gera uma planta, edifica sombra, produz alimento, ambiente para reprodução e mais que nunca, um número infinito de mais sementes para que o ciclo continue. Mas tem um detalhe muito estranho em relação a uma semente – em volta dela sempre brota erva daninha. "outra parta caiu entre os espinhos que a sufocaram". É como uma conspiração que sempre acontece para minar os planos de Deus, desde os que parecem mais insignificantes.

Um milagre é uma semente de graça e misericórdia de Deus que vem com amor até a miséria e aos problemas humanos. Cada vez que Jesus semeava um milagre, como reação, dois fatos naturalmente se sucediam:

  1. As pessoas reconheciam que ele é Deus. O adoravam, se alimentavam nEle, atraiam mais pessoas a Ele, que também eram alimentadas.(Mc.3.4)
  2. As pessoas endureciam ainda mais o coração e tinham atitude de planejar a morte de Jesus – como uma erva daninha que se aloja profundamente no coração. (Mc.3.6)

Quando Jesus chama para o centro da sala de reunião um homem com uma mão mirrada, todos ficaram atentos. Alguns por que se encantaram com O Filho de Deus e o Poder do Espírito Santo que estava sobre Ele e realizava maravilhas! Por que é lindo ver uma vida sendo transformada: de dependente a ajudador, de abandonada a cuidadora, de solitária a SOLIDÁRIA discipuladora, de mendigo a trabalhador que gera emprego; de viciado a testemunha do poder de Deus. De pecador sem esperança a pecador perdoado, adotado e abençoado com certeza de salvação. Outros, representados pelos fariseus, observavam (2) Jesus e de uma forma a gerar nEle indignação. Procuravam ocasião contra ele e com coração endurecido, usaram o mesmo motivo que a tantos trouxe alegria e salvação – a cura da mão mirrada de um conterrâneo – em justificativa para caçarem e matarem o filho de Deus.

Fazemos a mesma coisa e armamos uma conspiração contra o Espírito Santo em nossa alma, impedindo-o de nos abençoar também. Hoje seria diferente? O que acontece no seu coração quando Deus abençoa alguém perto de Você? Na sua vida brota gratidão ou conspiração? Quando ele encontra coração como terra boa e faz um milagre, nós em volta nos alegramos e O glorificamos! Ou não. Vamos cuidar do coração, de onde procedem as fontes da vida!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DESENCONTROS


                                                        Dr. Içami Tiba

É UMA DATA ESPECIAL....

Maria quer algo de José.
Algo que demonstre que José  a ama.
Ela espera ansiosamente  tal gesto de amor.

José é um homem bom e trabalhador.
         Pensou no que daria à Maria.
                   Deu-lhe um ventilador.

Maria queria flores...
Ganhou ventilador.
Expressou sua dor.
                   José não a compreendeu.
                   Esperava alegria e sorriso.
                   Recebeu um desagradável mau humor.

É SEMPRE ASSIM, pensam ambos.
Novamente  NÃO CONVERSAM.
MARIA, na sua carência de amor, espera que da próxima vez
José satisfaça seus silenciosos desejos.
Gosta de ganhar presentes de surpresa.
É obrigação de José perceber o que ela quer.

                   JOSÉ Não entendeu a frustração de Maria.
                   Honesto, responsável e dedicado marido.
                   No que foi que ele errou?
                   Não consegue falar a linguagem dos sentimentos.
                   Talvez nunca tivesse olhado no fundo dos olhos de Maria

AMBOS SOFRERAM JUNTOS,  cada um, AS SUAS PRÓPRIAS CARÊNCIAS...

MARIA, por amor a José, continua esperando flores...
JOSÉ, por amor a Maria, continua trazendo ventiladores.

Nem os cães vão latir!


Moisés já havia semeado a Palavra de Deus, que é viva e eficaz, cortante e que sonda os corações. Esta Palavra na boca dele e nas mãos de Arão, já haviam trazido 9 pragas terríveis sobre o povo do Egito e tanto era motivo de  horror a eles quanto temor para o coração dos hebreus que estavam conhecendo o Deus de seus pais.

A cada praga, Faraó reagia com dureza e aumentava a oportunidade de o Senhor se revelar a todas as nações. Mesmo sabendo que Deus havia endurecido o coração daquele líder obstinado pela idolatria e orgulho, Moisés se irou ao lhe detalhar a última praga e falou de um detalhe muito peculiar: o latido dos cães (Ex. 11.7ª)

Salvo algumas exceções, ao menor movimento os cães latem. Pouca alteração no seu espaço e eles alardeiam. Sentem quando algo de mal vai acontecer a seus donos e sabem dos que são ameaça para a casa que os alimenta. Mas passaria um anjo, com a ordem de matar, com a marca da vingança, com o assovio da dor e ameaça do fim mas mesmo assim, os cães ficariam tranqüilos e quietos.

Acredito que, talvez fosse por reverencia, pois se alguma coisa estava sendo semeado por Moisés e Arão na terra de Gósen, local de habitação dos escravos hebreus, era o temor ao Deus de Abraão, Izaque e Jacó! Se alguém deveria ser temido não era Faraó com  todo seu poderio e pompa, mas o Eterno, Jeová Jiré! Se alguma palavra era digna de confiança, seria aquela que já por 9 vezes mostrou sinais e maravilhas. Agora, em uma sintonia com os céus, os cães se calam. Como o grande peixe vomita por reverencia e obediência ao Criador, despejando Jonas na praia, os cães não latem. Como os codornizes que em obediência ao chamado do Criador, apareceram no deserto aos milhares, para calar a boca gulosa e a mente murmuradora dos mesmos israelitas alguns dias depois, os cães ficaram em silencio. Como o Cordeiro estava a disposição de Abraão para substituir Isaque no sacrifício que provou a fé daquele pai, os cães abdicaram do direito de uivar.

Quando Deus está no projeto, cães, peixes, codornizes, cordeiros, mulas e toda a natureza se dispõe a ser semente para que muita coisa boa possa brotar a partir deles. Que nossa semeadura, tendo como base a história dos hebreus no deserto, tenha como modelo os animais e não os homens que semearam mais murmuração que obediência e colheram mais tempo no deserto que conquistas na terra prometida. Se a gente realmente acreditar, os cães vão calar e contemplar as maravilhas que Deus tem para operar também na nossa vida hoje!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O QUE É O AFETO?

AFETOS   
 (JONATHAN EDWARDS – 1703-1758)

Minha resposta é que afetos são os exercícios mais vigorosos e práticos da inclinação e da vontade da alma. Deus dotou a alma de duas habilidades. Uma é a capacidade de percepção e especulação para discernir, ver e julgar. Isso se chama entendimento. A outra habilidade é que alma não apenas percebe e vê, mas, de alguma forma, se inclina na direção do que vê ou avalia. Tanto pode se inclinar para aceitar quanto para rejeitar o que viu. Devida a essa habilidade, alma não quer permanecer como espectador indiferente e impassível. Gosta ou não gosta, se agrada ou não se agrada, aprova ou rejeita. Essa habilidade se chama inclinação.

Quando determina e governa as ações, se chama vontade. Quando a mente entra no processo, a inclinação costuma ser chamada de coração.
Há duas formas de exercitar a inclinação. A alma vê alguma coisa com aprovação, prazer e aceitação, ou com oposição, desaprovação, desagrado e rejeição.
Esses exercícios da inclinação e da vontade da alma variam de intensidade. Alguns chegam perto da indiferença, mas há graus onde aprovação ou desagrado, prazer ou aversão são mais fortes. Quando a alma reage com vigor e força, o exercício é ainda mais intenso. Na verdade, o criador ligou o corpo à alma, de modo que até a vida física pode ser afetada por tais emoções. Em todas as culturas e tempos essa habilidade tem sido chamada de coração. São os exercícios vigorosos e sensíveis dessa habilidade que chamamos de afetos.

Assim, vontade e afetos da alma não são elementos distintos. Em sua essência, os afetos não são separados da vontade. Diferem dela apenas na vivacidade e sensibilidade de exercício, não em sua expressão. Algumas vezes, a linguagem é inadequada, pois o significado das palavras tende a se perder e se tornar vago, sem definição exato no uso comum. Em um sentido, afetos da alma não diferem da vontade e da inclinação, mas em outros aspectos, o ato de vontade e inclinação não pode ser chamado de afeto, por que em tudo que atuamos, quando agimos voluntariamente, há um exercício da vontade e da inclinação. Nossa inclinação difere nossos atos, mas nem todos os atos de inclinação e vontade são chamados de afetos.

A diferença entre o que é afeto e o que não são chamados de afetos. A diferença entre o que é afeto e o que não é reside apenas na intensidade e na forma da ação. Em cada ato  a vontade gosta ou não gosta, aprova ou rejeita. Isso em essência, não é diferente dos afetos de amor e ódio. Na verdade, a apreciação ou inclinação da alma em direção a alguma coisa, caso seja intensa e vigorosa, é o que chamamos de afeto de amor e o que mesmo grau de rejeição e desaprovação é o que chamamos de ódio. Assim o que cria o afeto é o grau de  atividade da vontade seja a favor ou conta um determinado elemento.

(extraído do livro, UMA FÉ MAIS FORTE QUE AS EMOÇÕES, ed. PALAVRA, pg. 43 e 44, UMA JOIA QUE ADQUIRI NA ÚLTIMAVISITA À EDITORA ULTIMATO) 

Espaço de reflexão psicoteológica, visando a saúde dos relacionamentos e o fortalecimento da família!