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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

MELHOR O NATAL OU O ANO NOVO?

HORA DE DEUS – MELHOR O NATAL OU O ANO NOVO?

quase já terminou o ano e estamos a poucas horas do Natal. Alguém sabiamente elogiou quem dividiu o tempo dizendo:

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente”

Anos,  meses, dias, horas, segundos, realmente facilita para encarar a vida. Definir etapas sem esta possibilidade é difícil, a não ser para o Criador que sabe exatamente a hora de tudo pois disse:
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai”.
Gálatas 4:4-6

Há 12 anos estou com a mesma turma, juntos a cada natal,  celebrando a sabedoria de Deus, anunciando que este tempo de plenitude ainda é presente, ainda é possível, ainda é para você e para mim. Ele nasceu na hora exata, nem antes nem depois. Ele não industrializou a esperança ele gerou em si mesmo a nossa vida com Deus por que os pontos nós já havíamos entregado quando pecamos. O tempo que se passa sem objetivo é tempo perdido. Na realidade o milagre da renovação que o poeta sugere não acontece no Ano Novo. Acontece no Natal. Acontece com a nossa entrada neste tempo de plenitude inaugurada em Jesus.

Me confunde se o portal para este tempo é a gruta/estábulo de Belém, onde o Menino Deus repousou ou a Cruz - uma marca que aponta para o céu enquanto outras duas hastes na horizontal, como um braço aberto para o novo tempo  - Que apontam  para o mesmo personagem. Enquanto te escrevo acabou a dúvida: nem a gruta nem a Cruz mas A pessoa  que os ocupou por uma pequena fatia de tempo. Tão pouco tempo na estrebaria, tão pouco tempo na Cruz, falam de tão grande humilhação pois era o próprio Deus despindo-se de sua glória e Majestade para “tabernacular” conosco.


Hoje é tempo de começar seu tempo de plenitude. Ainda há tempo e ainda há esperança. Neste mundo tão perverso e mau, nada muda a Graça de Deus. Que os próximos, até que Ele venha, estejamos em plenitude diante dEle.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

FIDELIDADE NA MEDIDA

“Mas não nos gloriamos além da medida...” (2 Cor. 10.13 a)

Deus me permitiu um sonho de quando me casei: conhecer Manaus. Na época não o realizamos por falta de dinheiro – estivemos no Pará e não pudemos chegar lá. Vinte e cinco anos depois, vimos o outro lado da floresta amazônica, onde a crise de água é sempre por excesso. Uma coisa especial para quem vive nas águas é lidar com os limites. Saber os limites que ela vai chegar na época da chuva e saber o quanto ela vai baixar na seca. É uma face de fidelidade. Viver respeitando o limite, conhecendo o limite, respeitando a força, usufruindo das possibilidades.

Na nossa vida espiritual temos uma “medida em Cristo”. Um limite de influencia que Paulo nos esclarece. Aponta para a Fidelidade a Deus. Neste caso, quer dizer: “minhas afeições estão reservadas somente para Ele e que meus olhos estão sobre Ele como única fonte de minha salvação e ajuda. Mas também quer dizer mais uma coisa para mim: Fidelidade a Deus que dizer que nunca violarei a Medida de Cristo”  (Bob Sorge – O  resgate da Cultura da Lealdade)
O autor afirma que Cristo tem uma medida – como as águas do Rio Amazonas que só existe por que dois rios se juntam: o Rio negro e o Solimões e no encontro das águas, por 12 km no barco, pudemos ver as duas águas, duas cores, duas temperaturas, duas velocidades, dois universos se juntando ali, formando a grande força e medida do rio Amazonas que vai triunfando até o mar.

Dois aspectos importantes dentro da medida de Jesus: o primeiro é a sua glória. A humanidade será redimida “para o louvor da sua gloria" (Ef.1.12). ninguém pode posar de bonito neste drama, por que no fim tudo é de Jesus Cristo. O segundo aspecto é que dentro da medida de Cristo está a afeição de sua noiva. “aquele que tem a Noiva é o Noivo”, declara João Batista (Jo 3.29) em uma parábola onde Cristo é o Noivo, a igreja é a Noiva e a liderança (pastores, pregadores, etc) são amigos do noivo.

A tentação para a noiva, é colocar os olhos no amigo. Os amigos fiéis, sempre resistirão à tentação de flertar com a Noiva, pois não serão mais amigos de Jesus mas concorrentes. Maior medida será dada ao amigo verdadeiro que em sua conduta não infringe a medida de Cristo, Sua glória e Seu lugar diante da Igreja. Ele mesmo recompensará. Como o Rio Amazonas que da água, vida, alimento, a quem respeita seus limites e o trata com admiração e confiança!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

O CASAMENTO E OS ABSURDOS DA VIDA.

“O cordão de três dobras não se quebra com facilidade...” (Ec. 4.12b)

Incrível esta expressão otimista vir de um texto tão pessimista como o livro de Eclesiastes. Ele não fala especificamente do casamento mas tem nele um princípio que nos fará bem sucedidos em todas as empreitadas da vida, por que nenhuma delas Deus nos chamou para realizarmos sozinhos. “Não é bom que o homem esteja só”, é uma declaração de Deus para si mesmo, não apenas em relação ao casamento mas a condição humana.

O contexto nos mostra uma insensatez estúpida - outras versões chamam de vaidade: “havia um homem totalmente solitário que... seus olhos não satisfaziam com sua riqueza.  Ele sequer perguntava: para quem eu estou trabalhando tanto?” (8) Ele não era solteiro, era solitário!

“É melhor ter companhia do que estar sozinho” (9), porquê?

1. “Maior é a recompensa do trabalho de duas pessoas”. Esta resposta do sábio aponta para nossa busca de realização. Salário, lucro, construção, reconhecimento. Dois salários é melhor do que um. Mas temos que ver qual é o melhor salário...

2. "Se um cair, o outra ajuda a levantar” (10), aponta nossa fragilidade. Somos débeis, não damos conta sozinhos. A queda é inevitável quando caminhamos só, principalmente se você é casado.  Lembra quando acorda com a perna dormente?

3. "Se dormirem juntos vão manter-se aquecidos!” (11). O texto me lembra duas coisas importantes: lazer e intimidade. Mas lembra também o pobre.

4. "Um homem sozinho pode ser vencido ”(12) nos lembra que temos inimigos. Os dois mais importantes: o diabo e depois nós mesmos.

Depois ele faz a fantástica declaração: “O cordão de três dobras não se rompe com facilidade”. Mesmo sendo dois, podemos não nos aquecer, perder uma briga, cair e não ter força para levantar, ter mês sobrando no final do salário. Então ele traz a expressão mais otimista! Temos o recurso! A terceira dobra! O que nos faz quase invencíveis!

Neste contexto Jairo e sua esposa, (Lc.8) foram até a terceira dobra e a filhinha foi curada. Imaginem Noé e sua Esposa, sem a terceira dobra? Teriam perecido com aquele mundo imundo que Deus destruiu.  Os pais de sansão, não seriam os pais de Sansão se não recorressem à terceira dobra, e não suportariam os problemas que o filho lhes trouxe depois, não fosse a Terceira dobra e poderia citar tantos outros exemplos.


Mas tem vez que temos que sozinhos ao Senhor, a Terceira dobra do cordão. Paralelo à história de Jairo, uma mulher veio sozinha. Tocou em Jesus. Trouxe a existência coisas que seu marido não podia lhe dar. Há virtudes que só vem de Deus, então não espere de seu marido ou de sua esposa. O quesito melhor do que estar em companheirismo e cooperação que o autor sugere neste capítulo só é superado quando ele fala de Temer ao Senhor, no final do livro. Não temer o Senhor é uma estupidez insensata e tentar viver só é uma insensatez estúpida. Sejam fortes. Elogiem-se um ao outro, aqueçam-se um ao outro, enriqueçam-se um ao outro. Fortaleçam-se um ao outro buscando pessoalmente virtudes em Jesus. Temam ao Senhor como casal, mas busquem em separado, fazendo cada um a sua reserva de força espiritual. Sendo assim, serão invencíveis, Serão felizes, e isto, no presente século é um absurdo. Deus os abençoe!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

DEUS, ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO!

“Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!” Sl.90.17

Pensava nesta turma que se forma, a partir de Nilmara e vejo entusiasmo e superação e vislumbro um futuro brilhante. Eu busco o futuro no passado que também é presente e futuro, pois olho para a eternidade: Deus o grande Engenheiro. A princípio ele não era um Engenheiro de produção, mas de execução, e por falta de mão de obra especializada ele mesmo realizou o projeto que idealizou.  “Todos os homens temerão, proclamarão as obras de Deus, refletindo no que ele fez”.Sl. 64.9

“No principio Criou Deus os céus e a terra; e a terra era sem forma e vazia”. (Gn.1) Pronto a base está definida! A partir daí,  a criatividade me faz ver suas especializações em mecânica, hidráulica e física quântica, multiplicando detalhes que fazem toda a máquina do universo funcionar, ligando oceanos, um processo de irrigação fantástico, com uma pitada de arquitetura e urbanismo que teríamos que unir de novo o CREA e a o CAU para dar um mínimo de  suporte para obra tão especial. Mas neste tempo, ainda não havia engenharia de produção.
Até que, mais que projeto, ele gerou o homem, a sua imagem e semelhança. Agora sim, outros engenheiros, construtores  em tantas especialidades de mão de obra é possível e Deus se torna então, seu grande sonho -  Engenheiro de Produção - e de seu lugar de gerente de produção ele investe para que o homem siga criando! A multiplicação da espécie, foi o primeiro grande gerenciamento de recursos humanos, compartilhando com o homem a administração do Jardim e definindo funções e organizando escala de trabalho entre homem, mulher e até os animais irracionais, com vistas ao treinamento  aos futuros engenheiros! Estabelecendo e fiscalizando padrões de qualidade.

Ele não é o engenheiro que termina o projeto e some do mercado, mas treina, acompanha, fiscaliza o produto e assume a responsabilidade junto com seus co-construtores! E estes não entenderam o projeto. Perderam a qualidade, pecaram, (Rm. 3.23) jogaram fora toda a estrutura desperdiçando tudo.
Mas Deus, o primeiro Engenheiro de produção não abandonou o navio. Já havia se preparado em antecipar problemas e encontrar soluções. (Gn.3.15) Avaliou custos, prazos e instalações na possibilidade da execução do trabalho de redenção da sua criação; parte do trabalho já está feito, mas há  detalhes em processo, sob supervisão dele. No prazo certo, (Gl.4.4) enviou seu Filho Jesus, MBA em reciclagem, gestão de pessoas -não de pessoal - e começou tudo de novo. Sem descartar ninguém, sem jogar nada fora, sem forçar a barra. “Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os de posição inferior”.Pv..22.29


Jesus veio a terra, treinou novos engenheiros de produção para continuarem sua obra. Não dá para fazer nada de bom fora do projeto dele e eu desejo que cada um de vocês realizem sua vida pessoal, sua vida profissional, sua vida espiritual a partir da grande obra de Deus, que passa pela profissão de vocês.  Desejo que orem como o salmista:  “Esteja sobre nós a bondade do nosso Deus Soberano. Consolida, para nós, a obra de nossas mãos; consolida a obra de nossas mãos!” Sl.90.17

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A PROPOSTA

“...Eu serei o seu Deus” (Gn. 17.8c)

Noutro dia revi a parábola do pequeno peixe que volta para anunciar aos outros o mundo maravilhoso que conheceu no rio e no mar, através do pequeno ralo que encontrou no fundo do aquário. Os peixes teriam que passar por uma transformação, diminuir o peso e o tamanho para caber no ralo por onde passou, estreito e apertado. Muitos peixes confiaram nele, mas a maioria não queria mudança - mataram o peixinho! Sua história continua sendo contada - muitos não acreditam - alguns creem, se submetem e vão experimentar uma nova vida e abundante, por isso se diz que o peixinho nunca morreu!

Lembrou-me o Senhor Jesus, sua morte e ressurreição, a história que contamos como testemunhas dele. Nossa parte, é crer. Por crer, vamos ver e fazer muitas mudanças em nossas vidas, mas por fé. Não é nossa mudança que nos levará a uma situação diferente, mas a nossa fé. E não é apenas por que cremos, mas por que cremos naquele que veio de lá, e no que ele falou, e na esperança que ele implantou em nossos corações.  

Muito antes de enviar Jesus o Senhor apareceu a Abraão e lhe disse: Eu sou o Deus Todo-poderoso. Anda segundo a minha vontade e seja íntegro. Estabelecerei a minha aliança entre mim e você”.  Deus faz uma proposta de aliança e uma promessa maravilhosa! Da minha parte, esta é minha aliança com você”(v.4): um Nome novo, serei Deus para voce e seus incontáveis descendentes, darei uma terra chamada Canaã,  um filho do seu ventre, vou abençoar e amaldiçoar, quem abençoar ou amaldiçoar você e os  cressem como você nesta aliança. O Senhor queria especificamente “ser o Seu Deus e o Deus de sua descendência”.(7)

O que Deus nos pede hoje também é muito simples e muito parecido com a história do peixinho e mais parecida ainda com a história de Abraão. Ele quer de nós, Um coração circundado, Uma atitude de comprometimento. Ele não muda. Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente. (Hb. 13). Sua palavra não volta atrás. Quem nele crer, conhecerá seus princípios para sair do aquário sujo e monótono e experimentar novidade de vida.


 “Ande na minha vontade e seja íntegro”. Ao ouvir a voz de Deus, “Abrão, prostrou-se rosto em terra”(3)  e adorou ao Senhor. Adoração implica em crer e aceitar a Aliança. Como os Peixinhos, como Abrão, o convite está feito! A aliança é Jesus, o caminho estreito que leva a vida eterna é Jesus. Vamos nos prostrar e adorar também? 

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

NOSSA MAIOR NECESSIDADE

“...mais numerosos são que os cabelos da minha cabeça...” Sl.4.12 b

Abri uma pasta na área de trabalho do meu computador com este título: Tomar providências! Mas por não sabermos distinguir entre grandes e pequenas questões, a preocupação toma conta de nós e a prioridade é atropelada pela urgência; eu fui confrontado pelo Espírito Santo que me lembrou a palavra de Jesus: “e nenhum de vocês pode encompridar a sua vida por mas que se preocupe  com isso”. (Mt.6.27 NTLH).
Insistimos como um boneco de molas em tentar controlar tudo: a vida e a morte, a enfermidade e a saúde, os filhos e o cônjuge, a saúde dos pais, e o pior, dinheiro! Como se juntando prata e ouro e atendendo aos anseios do deus Mamon com suas leis consumistas, estivéssemos nos devolvendo tranquilidade. Loucura! (Lc.12.20).

O salmista nos mostra que a coisa é séria e nos aponta para nossa real necessidade: precisamos de um Salvador. Ele fala dos incontáveis problemas que o cercam e aponta para uma consequência natural: a culpa. Ela lembra o pecado “Mais numerosos que os cabelos de minha cabeça!”  Por causa disto é que “o meu coração perdeu o ânimo!” Ele acrescenta.

Chega a 300.000 fios o número de cabelo em um indivíduo e a Wikipédia arrisca que são 3 milhões. Eles caem e nascem outros. Muito pecado para carregar na cabeça. Geram cegueira – já não consigo ver - e trazem peso para a vida – Já perdi o ânimo.

Deus nos mostra a nossa prioridade: precisamos de um Salvador. Culpa, pecado, derrota. O homem não pode salvar a si mesmo. Auto-ajuda, terapia, dinheiro, nada muda este quadro. “não me negues Senhor, a tua misericórdia, que o teu amor e a tua verdade me protejam”. V.11).  Esta é a senha. Buscar misericórdia de Deus, confessar a nossa necessidade e depender de seu amor e de sua verdade.

A Verdade aponta para o nosso pecado e afirma que somos merecedores de condenação. O Amor aponta para Jesus como prova da Misericórdia de Deus, que vem de encontro a nossa miséria com graça e amor, nos apontando o caminho da Salvação sem tirar o nosso direito de escolher e sermos atendidos em nossas necessidades, ou continuar em um “poço de destruição e de um  atoleiro de lama” (v.2). O desejo de Deus é nos dar um cântico novo nos lábios, por nossos pés sobre uma rocha firme, apontando para a paz que reina em nossos corações e para a dependência de Deus que gera uma vida sem preocupação e sem medo do futuro. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

AFETIVIDADE EQUILIBRADA

O texto sagrado nos aponta caminhos para nossa vida e nossas emoções. Encontro a Ética e a Moral como trilhos para conduzir uma afetividade equilibrada. A ética neste contexto é “ uma postura diante da vida que impregna todas as nossas emoções, pensamentos e, consequentemente, conduz nossas ações a uma coerência que vem de uma integridade interna” e moral é o o que “se constrói de fora para dentro, o que se aprende na família, na escola, na sociedade, na igreja. são regras que tem por objetivo adaptar o ser humano ao convívio social, o que  certo e errado, num determinado grupo”.

Ética e moral em equilíbrio geram afeto que gera no contexto familiar segurança e  identidade, que gera auto-estima; se não houver equilíbrio, gera confusão! Ética e moral são grades de proteção durante a formação de um ser humano que vão protegê-lo o resto da vida e precisam existir para deixar o gato de fora, não prender o passarinho!

Um ambiente em que o afeto é confuso gera crianças/pessoas bajuladoras, Abusadoras ou Comerciantes nas suas emoções, e isto nos faz pensar: porque os filhos se afastam do caminho que os pais esperam que trilhem e porque tantos problemas com drogadição e rebeldia em nossas famílias? Qual a diferença entre jovem que rompe e o que fica no caminho?

Penso no Legado. O que cada pai e mãe estão deixando para seus filhos. Não no que falam, mas no que fazem. Por exemplo a maneira que usam a Água; muitos vezes é usada como se ninguém mais fosse  precisar dela e isto é declaração de morte de uma família e de seu patrimônio. Outro exemplo é aquela festa de aniversário de criança regada a cerveja. Não dá para exigir depois um adolescente com limites saudáveis com outros tipos de drogas.

O outro motivo é a AUTOESTIMA, que fala da visão que o jovem tem de si mesmo, que não é mágica nem narcisismo.

“Quando souber como deveria amar meu filho, ele já se foi...” pode um pai pensar assim, então como aprender a amar os filhos de maneira equilibrada? O modelo é dado no amor que devemos ter com Deus.  “Ame o Senhor de todo coração - alma – forças”. Significa, Escolha / sentimento / atitude. A escolha ser pai não se encerra até que este filho tenha maturidade e isto leva tempo; o sentimento, principalmente o amor, deve expresso diariamente de várias maneiras inclusive em palavras; e a atitude que seja coerente com este amor, afinal ninguém cria filhos sem fazer força, mesmo que sem palmada.


Sobretudo, como filho de Deus busque equilíbrio para si pois o que recebo de Deus, posso dar a quem amo, o que não recebo, posso falar, encenar, repetir, mas se não tenho não posso dar; e o modelo, Deus nos presenteou no privilégio de amá-lo acima de todas as coisas.

Espaço de reflexão psicoteológica, visando a saúde dos relacionamentos e o fortalecimento da família!